Turquia e PKK lutam no Curdistão
O exército turco continua os ataques contra os guerrilheiros curdos no Norte do Iraque e a invasão do território está iminente, isto depois do parlamento mandatar o governo de Recep Erdogan nesse sentido.
Pelo menos 12 soldados turcos morreram este fim-de-semana
Quatro dias depois do parlamento de Ancara ter aprovado uma lei que permite ao governo turco invadir o Norte do Iraque para retaliar contra a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), forças regulares do exército apoiadas por meios aéreos aumentaram o nível da ofensiva já em curso no território.
Informações confirmadas pela agência de notícias curda Firat, dão conta do recrudescimento dos combates sobretudo na região fronteiriça de Hakkari. Localidades como Suke, Ertis, Shatunis, Daglica, Oremar e Yuksekova estão a ser fortemente castigadas por fogo de artilharia e infantaria, investidas a que o PKK responde com emboscadas.
Em Yuksekova, pelo menos 12 soldados turcos morreram este fim-de-semana e um número ainda não determinado foram capturados durante uma operação rebelde contra uma coluna militar de Ancara. Fontes castrenses afirmam ter morto mais de 30 guerrilheiros durante a batalha, mas elementos ligados ao PKK não confirmaram este dado.
Segunda-feira, o PKK disponibilizou-se para cumprir um cessar-fogo caso a Turquia interrompa os ataques e aceite discutir os direitos políticos do partido, mas Erdogan prefere garantir apoio dos EUA e Grã-Bretanha para uma ofensiva armada, a qual poderá gozar até do apoio dos militares yankees e das tropas iraquianas no terreno.
Todos contra o PKK
Antes, sábado, os curdos iraquianos manifestaram-se em Zahu, província de Dohuk, terceira cidade do Curdistão iraquiano depois de Mossul e Kirkuk. O protesto criticou veementemente uma possível invasão do território por parte da Turquia e foi imediatamente aproveitado pelas forças curdas no poder para legitimarem as respectivas posições.
Sexta-feira, o executivo autónomo do Curdistão iraquiano fez saber que responderá pela força a qualquer ocupação do espaço sob sua tutela, mas garantiu, simultaneamente, ser sua vontade manter a neutralidade no conflito.
O presidente da região autónoma do Curdistão iraquiano, Massud Barzani, homem de boas relações com a Casa Branca, acrescentou mesmo que «se os turcos propuserem uma solução política aceitável que o PKK recuse, então consideraremos o PKK como uma organização terrorista».
Mais diplomático, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, pediu ao executivo de Erdogan que «respeite os acordos visando uma solução pacífica». Talabani desdobra-se em contactos procurando evitar a abertura de uma nova frente de guerra no Iraque e justifica a acção do PKK no Norte do país com a incapacidade das forças de Bagdad em controlarem aquela área.
Washington e Londres, principais potências ocupantes no Iraque, rejeitam para já o aval para uma campanha de envergadura superior à que está a ser operada. EUA e Grã-Bretanha temem que uma acção militar por parte da Turquia arraste a única zona do país onde desde a invasão tem reinado uma calma aparente, muito por força da concessão da autonomia ao governo de Barzani e a anuência à sua política de partilha dos lucros do petróleo e limpeza étnica dos não curdos.
TKP e EMEP rejeitam invasão
Com o conflito eminente e as principais forças políticas turcas colocadas ao lado da direita chauvinista, apenas o Partido Comunista da Turquia (TKP) e o Partido do Trabalho da Turquia (EMEP), expressaram publicamente o seu repúdio pela repressão da guerrilha curda.
Quarta-feira, 17, o TKP promoveu uma manifestação na capital Ancara contra a lei que autoriza a invasão do Norte do Iraque, decisão posteriormente tomada pelo parlamento turco.
Para o TKP, tal medida não corresponde aos interesses dos povos, mas sim aos dos EUA e Israel, que acusam de pretenderem desestabilizar todo o Médio Oriente. Os comunistas consideram ainda que a guerra é uma submissão ao imperialismo norte-americano e exigem o desmantelamento das bases da NATO no país.
Na mesma linha, o EMEP frisou que o governo nem sequer encetou contactos com os representantes curdos no parlamento, o Partido por uma Sociedade Democrática, único a rejeitar a norma belicista no hemiciclo, preferindo arrastar a Turquia para o conflito.
A guerra não é para o EMEP uma solução, por isso apelam ao diálogo, única via para a convivência pacífica entre curdos e turcos.
Informações confirmadas pela agência de notícias curda Firat, dão conta do recrudescimento dos combates sobretudo na região fronteiriça de Hakkari. Localidades como Suke, Ertis, Shatunis, Daglica, Oremar e Yuksekova estão a ser fortemente castigadas por fogo de artilharia e infantaria, investidas a que o PKK responde com emboscadas.
Em Yuksekova, pelo menos 12 soldados turcos morreram este fim-de-semana e um número ainda não determinado foram capturados durante uma operação rebelde contra uma coluna militar de Ancara. Fontes castrenses afirmam ter morto mais de 30 guerrilheiros durante a batalha, mas elementos ligados ao PKK não confirmaram este dado.
Segunda-feira, o PKK disponibilizou-se para cumprir um cessar-fogo caso a Turquia interrompa os ataques e aceite discutir os direitos políticos do partido, mas Erdogan prefere garantir apoio dos EUA e Grã-Bretanha para uma ofensiva armada, a qual poderá gozar até do apoio dos militares yankees e das tropas iraquianas no terreno.
Todos contra o PKK
Antes, sábado, os curdos iraquianos manifestaram-se em Zahu, província de Dohuk, terceira cidade do Curdistão iraquiano depois de Mossul e Kirkuk. O protesto criticou veementemente uma possível invasão do território por parte da Turquia e foi imediatamente aproveitado pelas forças curdas no poder para legitimarem as respectivas posições.
Sexta-feira, o executivo autónomo do Curdistão iraquiano fez saber que responderá pela força a qualquer ocupação do espaço sob sua tutela, mas garantiu, simultaneamente, ser sua vontade manter a neutralidade no conflito.
O presidente da região autónoma do Curdistão iraquiano, Massud Barzani, homem de boas relações com a Casa Branca, acrescentou mesmo que «se os turcos propuserem uma solução política aceitável que o PKK recuse, então consideraremos o PKK como uma organização terrorista».
Mais diplomático, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, pediu ao executivo de Erdogan que «respeite os acordos visando uma solução pacífica». Talabani desdobra-se em contactos procurando evitar a abertura de uma nova frente de guerra no Iraque e justifica a acção do PKK no Norte do país com a incapacidade das forças de Bagdad em controlarem aquela área.
Washington e Londres, principais potências ocupantes no Iraque, rejeitam para já o aval para uma campanha de envergadura superior à que está a ser operada. EUA e Grã-Bretanha temem que uma acção militar por parte da Turquia arraste a única zona do país onde desde a invasão tem reinado uma calma aparente, muito por força da concessão da autonomia ao governo de Barzani e a anuência à sua política de partilha dos lucros do petróleo e limpeza étnica dos não curdos.
TKP e EMEP rejeitam invasão
Com o conflito eminente e as principais forças políticas turcas colocadas ao lado da direita chauvinista, apenas o Partido Comunista da Turquia (TKP) e o Partido do Trabalho da Turquia (EMEP), expressaram publicamente o seu repúdio pela repressão da guerrilha curda.
Quarta-feira, 17, o TKP promoveu uma manifestação na capital Ancara contra a lei que autoriza a invasão do Norte do Iraque, decisão posteriormente tomada pelo parlamento turco.
Para o TKP, tal medida não corresponde aos interesses dos povos, mas sim aos dos EUA e Israel, que acusam de pretenderem desestabilizar todo o Médio Oriente. Os comunistas consideram ainda que a guerra é uma submissão ao imperialismo norte-americano e exigem o desmantelamento das bases da NATO no país.
Na mesma linha, o EMEP frisou que o governo nem sequer encetou contactos com os representantes curdos no parlamento, o Partido por uma Sociedade Democrática, único a rejeitar a norma belicista no hemiciclo, preferindo arrastar a Turquia para o conflito.
A guerra não é para o EMEP uma solução, por isso apelam ao diálogo, única via para a convivência pacífica entre curdos e turcos.