Conflito agrava-se
Os maquinistas alemães anunciaram, para hoje, quinta-feira, uma nova greve nos comboios regionais e urbanos que se prolongará por 30 horas, para reivindicar aumentos salariais e um contrato colectivo específico.
Os maquinistas endurecem a luta por reivindicações salariais
Esta greve, a quarta greve no espaço de duas semanas, será a mais prolongada desde o início do movimento reivindicativo, em Junho passado, e traduz um claro endurecimento do conflito que opõe cerca de 20 mil maquinistas à administração da Deustche Bahn (DB).
O pequeno sindicato profissional GDL justificou, na segunda-feira, 22, a convocatória da greve com a intransigência negocial da administração dos caminhos-de-ferro alemães, que, no dia 17, apresentou uma proposta de aumentos salariais de 10 por cento, exigindo em troca a prestação de mais oito horas de trabalho por mês. A companhia ofereceu ainda um prémio único de dois mil euros, montante que o sindicato afirma corresponder ao pagamento de horas extraordinárias em dívida.
Em resposta, os maquinistas paralisaram na manhã de dia 18, perturbando gravemente a circulação de comboios regionais e urbanos, em especial nas grandes metrópoles e no Leste do país.
Milhões de pessoas em Berlim, Hamburgo, Munique e Frankfurt tiveram de recorrer ao transporte particular ou esperar em longas filas por autocarros alternativos para chegarem aos seus empregos.
Decididos a forçar a administração a negociar as suas propostas, o GDL afirma-se preparado para um longo período de greves. Contudo, a ingerência dos tribunais tem limitado fortemente os impactos da luta. Um acórdão do Tribunal Regional de Trabalho de Chemnitz, pronunciado há três semanas, impede os maquinistas de fazer greve nos comboios de longo curso e nos comboios de mercadorias.
O GDL já recorreu desta sentença, avisando que se os trabalhadores ganharem a causa, centrarão as greves neste sector, considerado o «nervo vital» da DB devido à sua importância económica.
Os magistrados justificaram a decisão em primeira instância com a necessidade de manter a «proporcionalidade» e não permitir que a greve nos comboios prejudique demasiado a economia nacional. O recurso só será julgado no próximo dia 2 de Novembro.
O pequeno sindicato profissional GDL justificou, na segunda-feira, 22, a convocatória da greve com a intransigência negocial da administração dos caminhos-de-ferro alemães, que, no dia 17, apresentou uma proposta de aumentos salariais de 10 por cento, exigindo em troca a prestação de mais oito horas de trabalho por mês. A companhia ofereceu ainda um prémio único de dois mil euros, montante que o sindicato afirma corresponder ao pagamento de horas extraordinárias em dívida.
Em resposta, os maquinistas paralisaram na manhã de dia 18, perturbando gravemente a circulação de comboios regionais e urbanos, em especial nas grandes metrópoles e no Leste do país.
Milhões de pessoas em Berlim, Hamburgo, Munique e Frankfurt tiveram de recorrer ao transporte particular ou esperar em longas filas por autocarros alternativos para chegarem aos seus empregos.
Decididos a forçar a administração a negociar as suas propostas, o GDL afirma-se preparado para um longo período de greves. Contudo, a ingerência dos tribunais tem limitado fortemente os impactos da luta. Um acórdão do Tribunal Regional de Trabalho de Chemnitz, pronunciado há três semanas, impede os maquinistas de fazer greve nos comboios de longo curso e nos comboios de mercadorias.
O GDL já recorreu desta sentença, avisando que se os trabalhadores ganharem a causa, centrarão as greves neste sector, considerado o «nervo vital» da DB devido à sua importância económica.
Os magistrados justificaram a decisão em primeira instância com a necessidade de manter a «proporcionalidade» e não permitir que a greve nos comboios prejudique demasiado a economia nacional. O recurso só será julgado no próximo dia 2 de Novembro.