CDU é a alternativa para o concelho da Maia

Na Maia, concelho ininterruptamente governado por duas maiorias absolutas de direita, existem graves problemas estruturais. Para contrariar esta situação, realizou-se, no ínicio do mês, no Auditório da Junta de Freguesia de Milheirós, um Encontro da CDU, onde se fez um balanço da situação política do municipio e dos seus principais problemas.
«Contrariamente às promessas e expectativas, acompanhando a evolução da situação nacional, no que concerne às consequências das medidas políticas do actual Governo (também maioritário) do PS, tem-se agravado a situação de muitos maiatos nos dois últimos anos», acusa a CDU, referindo-se ao «corte dos investimentos da Administração Central», ao «aumento do desemprego», à «insegurança no emprego» e ao «aumento ininterrupto do custo de vida – a par da redução do valor real de salários, reformas e pensões, inevitavelmente ligados a dificuldades no acesso à saúde e à educação».
Naquele concelho são ainda relevantes os reflexos da reestruturação do Serviço de Transportes Colectivos do Porto, que culminam na eliminação de dez das anteriores carreiras, deixando Gueifães, Milheirós, Pedrouços e Águas Santas sem ligações directas ao centro da Maia ou à baixa do Porto.
«As questões relativas à mobilidade dos maiatos não se resolvem com uma linha de metro que, para cúmulo, desde o início do Verão viu diminuída a sua frequência até ao instituto Superior da Maia (ISMAI). Da prevista ligação entre a Maia e o Hospital de S. João, que passaria por Pedrouços, nada mais se escutou. Também a linha da CP entre Águas Santas e Leixões, que actualmente se utiliza apenas para o transporte de mercadorias, viu a ideia do regresso do transporte de passageiros eclipsar-se», lamentam os eleitos do PCP, recordando ainda «o descalabro da Empresa Municipal TUM e o fim do reduzido serviço de transportes prestado pela autarquia».

Problemas na habitação

No que respeita à habitação social, para além da não conclusão do Programa Especial de Realojamento (PER), a CDU denuncia que «a lista de espera» para uma casa «vai crescendo na proporção directa da demolição do Bairro do Sobreiro e necessidade de realojamento dos respectivos moradores».
«Mantêm-se, vergonhosamente, as manchas de barracas em Águas Santas. Em Barca, não há resposta para as inúmeras ilhas, onde vimem várias famílias em condições de degradação», acusa a coligação, que dá ainda conta das «muitas estradas, arruamentos e passeios aguardam obras e melhoramentos».
Por fazer estão ainda os centros cívicos (nas freguesias de Águas Santas, S. Pedro de Avioso ou Silva Escura), as piscinas na Quinta da Gruta e Castêlo da Maia, e o Pavilhão Multiusos de Pedrouços.

Soluções provisórias

Na educação, segundo se dá a conhecer, as escolas do 1.º ciclo «vivem de soluções provisórias» no intuito de minimizar as condições de desdobramento, «uma realidade já banalizada no nosso meio escolar, reflexo cabal da falta de planeamento político e desenvolvimento das estruturas indispensáveis que tivessem acompanhado o salto demográfico verificado no tempo desta maioria».
«A enorme inércia do actual executivo deve-se sem dúvida ao forte estrangulamento financeiro da autarquia, que se tem repercutido em avultados gastos anuais com a dívida acomulada, a impossibilidade de contrair empréstimos, o atraso no pagamento a fornecedores e, é claro, nas dificuldades obvias para a concretização dos próprios planos de actividades», alerta a CDU, realçando que, «dos 25 milhões de despesas, 15 tenham sido destinados a amortizar a dívida da Câmara».
Esta situação, insiste a coligação, «é resultado de obras e projectos megalómanos do passado, de que esta maioria é políticamente responsável. Face a este panorama, a Câmara tem recorrido a expedientes altamente duvidosos, como foram a antecipação das rendas de habitação social ou o estabelecimento, pelo terceiro ano consecutivo, da taxa de IMI nos valores mais elevados.»


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