Situação social degrada-se
Os incentivos fiscais anunciados pelo Governo estão muito longe de compensar «as medidas negativas» que têm sido tomadas contra as regiões do interior, e que afectam particularmente o distrito da Guarda, diz a Direcção da Organização Regional da Guarda do PCP, a propósito da ida ao distrito de membros do Governo, incluindo José Sócrates, que «frustrou» todas as expectativas. Aliás, só os representantes locais do PS «aplaudiram» aquela mistura de «migalhas» e «promessas requentadas». De facto, a «discriminação positiva» anunciada no âmbito do IRC apenas abrange cerca de 13% das empresas do país e 8% da colecta nacional deste imposto, ou seja, de acordo com uma primeira estimativa, no distrito, esta redução da taxa de IRC vale apenas cerca de 500 000 € de poupanças para as suas empresas, não compensando, portanto, o diferencial de mais 5% do IVA e o elevado imposto sobre os combustíveis.
Entretanto, depois de no ano passado ter encerrado mais de 100 escolas, o Governo prepara-se agora para encerrar mais cerca de quatro dezenas, um «verdadeiro crime», diz o PCP, que se traduz também pelo aprofundamento da desertificação das aldeias. Mas não só. Também na saúde prossegue o encerramento de serviços públicos e aumentam as listas de espera e as carências de profissionais nos hospitais e Centros de Saúde, em benefício do sistema privado
Por outro lado, o desemprego é «um flagelo que continua a atingir a população trabalhadora e a economia do distrito» e «a situação vitivinícola, a fraca produção e atrasos no pagamento por parte das Adegas Cooperativas podem, a breve prazo, conduzir ao arranque indiscriminado de vinhas, incluindo aquelas que há pouco tempo foram reconvertidas». Aliás, na recente manifestação realizada no Porto contra as políticas comunitárias e nacionais, ficou bem patente a indignação dos agricultores, que diariamente assistem à degradação da sua vida e das suas famílias.
Entretanto, depois de no ano passado ter encerrado mais de 100 escolas, o Governo prepara-se agora para encerrar mais cerca de quatro dezenas, um «verdadeiro crime», diz o PCP, que se traduz também pelo aprofundamento da desertificação das aldeias. Mas não só. Também na saúde prossegue o encerramento de serviços públicos e aumentam as listas de espera e as carências de profissionais nos hospitais e Centros de Saúde, em benefício do sistema privado
Por outro lado, o desemprego é «um flagelo que continua a atingir a população trabalhadora e a economia do distrito» e «a situação vitivinícola, a fraca produção e atrasos no pagamento por parte das Adegas Cooperativas podem, a breve prazo, conduzir ao arranque indiscriminado de vinhas, incluindo aquelas que há pouco tempo foram reconvertidas». Aliás, na recente manifestação realizada no Porto contra as políticas comunitárias e nacionais, ficou bem patente a indignação dos agricultores, que diariamente assistem à degradação da sua vida e das suas famílias.