Prossegue a luta na Transtejo
O arquivamento dos processos disciplinares no Metropolitano de Lisboa deu força aos trabalhadores da Transtejo para continuarem a luta com o mesmo objectivo.
Greve a duas horas por turno é o próximo passo na luta
Desde Julho que os trabalhadores da Transtejo têm cumprido greve às horas extraordinárias, para exigirem que sejam arquivados os processo disciplinares levantados contra os que recusaram cumprir os serviços mínimos decretados na greve geral.
Os sindicatos representados na empresa são unânimes em considerar que aqueles serviços não eram mínimos, mas máximos, e à semelhança do que aconteceu no Metropolitano, exigem o arquivamento dos processos e o levantamento das faltas injustificadas, bom como o pagamento da remuneração e do prémio de assiduidade, que a empresa descontou.
Num participado plenário, realizado dia 14, a bordo de um navio, no batelão de Cacilhas, os trabalhadores ficaram a saber que, no dia anterior, a administração do Metro tinha arquivado os processos. Porque a razão da greve é exactamente a mesma, o plenário decidiu, por unanimidade e aclamação, endurecer as formas de luta.
Na segunda-feira, foi apresentado um pré-aviso de greve de duas horas por cada turno, mantendo-se a greve ao trabalho suplementar.
Para hoje, está prevista uma reunião do Conselho de Administração, da qual deverá sair uma decisão relativa aos processos disciplinares.
O plenário também contou com a participação do membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, Arménio Carlos, que, no fim dos trabalhos, disse à nossa reportagem que
«o plenário foi a demonstração da grande dignidade, firmeza e determinação dos trabalhadores para fazerem valer os seus direitos, nomeadamente o direito à greve na sua amplitude mais vasta, em defesa dos seus contratos colectivos de trabalho e também de oposição a um conjunto de malfeitorias constantes no relatório do Livro Branco de revisão do Código do Trabalho.
«Da parte dos trabalhadores da Transtejo, sentimos uma grande determinação para dar combate a estas medidas constantes no Livro Branco e estamos certos que também eles estarão na primeira linha da luta, como estiveram na greve geral de 30 de Maio», prosseguiu.
Quanto ao arquivamento dos processos no Metro, «a empresa foi obrigada a recuar e a assumir, através de um comunicado, que não será aplicada qualquer sanção aos trabalhadores que ficarão com a sua folha limpa».
Para a CGTP-IN, «a unidade dos trabalhadores é determinante para obstaculizar a imposição de serviços mínimos ilegais e defender o direito à greve, e para se compreender que, quando os trabalhadores estão unidos, conseguem obrigar as administrações e, neste caso, o próprio Governo a recuar». «O mesmo terá de acontecer na Transtejo, uma vez que o Governo tutela ambas as empresas e nada mais lhe resta senão mandar arquivar uma coisa que é ilegal e que não faz sentido nenhum nos dias de hoje», concluiu Arménio Carlos.
>Solidariedade sindical do sector
No dia em que foi anunciado o arquivamento dos processo disciplinares no Metropolitano, as organizações representativas dos trabalhadores do sector dos Transportes, Comunicações e Telecomunicações da CGTP-IN realizaram um plenário nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, findo o qual os participantes se concentraram diante da estação fluvial da Transtejo, numa acção de solidariedade com a luta dos trabalhadores.
O plenário aprovou uma moção «Pelo exercício do direito à greve», exigindo que o Governo dê ordem às administrações para reporem a legalidade, retirando as faltas injustificadas e anulando os processos disciplinares instaurados.
O mesmo documento saudou todos os trabalhadores da CP, Soflusa, Metro e Transtejo que têm resistido a esta ofensiva e enalteceu a «luta corajosa em defesa de um direito de todos».
Na CP, foi marcada falta injustificada aos que aderiram à greve geral, enquanto, na Soflusa, também foram impostos processo disciplinares.
Na resolução aprovada, intitulada «Desenvolver o sector dos transportes, comunicações e telecomunicações para modernizar o País», exige-se a elaboração de um Plano Nacional de Transportes, que assente na prioridade absoluta ao serviço público, entre um leque de medidas propostas para cada sector de transporte colectivo de passageiros, além da defesa de um eficaz serviço público de Correios e da exigência de definição de uma estratégia para o sector das telecomunicações.
Os participantes comprometeram-se também a dar luta a quaisquer tentativas de desregulamentação da legislação laboral no sentido de retirar direitos aos trabalhadores, e apelaram à participação na jornada de luta da CGTP-IN, agendada para 18 de Outubro.
Nova federação
No propósito de reforçar a capacidade de organização e de luta dos trabalhadores, está tomada a decisão de criar a Federação dos Sindicatos dos Transportes, Comunicações e Telecomunicações, que «resulta da constatação de dotar os sindicatos e os trabalhadores de uma organização sindical sectorial forte, interventiva e dinâmica, que coordene e dirija a actividade sindical nestes importantes sectores». O plenário congratulou-se com a criação da federação e fez votos para que «junte forças e una vontades», aumentando a capacidade de defesa dos trabalhadores.
Os sindicatos representados na empresa são unânimes em considerar que aqueles serviços não eram mínimos, mas máximos, e à semelhança do que aconteceu no Metropolitano, exigem o arquivamento dos processos e o levantamento das faltas injustificadas, bom como o pagamento da remuneração e do prémio de assiduidade, que a empresa descontou.
Num participado plenário, realizado dia 14, a bordo de um navio, no batelão de Cacilhas, os trabalhadores ficaram a saber que, no dia anterior, a administração do Metro tinha arquivado os processos. Porque a razão da greve é exactamente a mesma, o plenário decidiu, por unanimidade e aclamação, endurecer as formas de luta.
Na segunda-feira, foi apresentado um pré-aviso de greve de duas horas por cada turno, mantendo-se a greve ao trabalho suplementar.
Para hoje, está prevista uma reunião do Conselho de Administração, da qual deverá sair uma decisão relativa aos processos disciplinares.
O plenário também contou com a participação do membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, Arménio Carlos, que, no fim dos trabalhos, disse à nossa reportagem que
«o plenário foi a demonstração da grande dignidade, firmeza e determinação dos trabalhadores para fazerem valer os seus direitos, nomeadamente o direito à greve na sua amplitude mais vasta, em defesa dos seus contratos colectivos de trabalho e também de oposição a um conjunto de malfeitorias constantes no relatório do Livro Branco de revisão do Código do Trabalho.
«Da parte dos trabalhadores da Transtejo, sentimos uma grande determinação para dar combate a estas medidas constantes no Livro Branco e estamos certos que também eles estarão na primeira linha da luta, como estiveram na greve geral de 30 de Maio», prosseguiu.
Quanto ao arquivamento dos processos no Metro, «a empresa foi obrigada a recuar e a assumir, através de um comunicado, que não será aplicada qualquer sanção aos trabalhadores que ficarão com a sua folha limpa».
Para a CGTP-IN, «a unidade dos trabalhadores é determinante para obstaculizar a imposição de serviços mínimos ilegais e defender o direito à greve, e para se compreender que, quando os trabalhadores estão unidos, conseguem obrigar as administrações e, neste caso, o próprio Governo a recuar». «O mesmo terá de acontecer na Transtejo, uma vez que o Governo tutela ambas as empresas e nada mais lhe resta senão mandar arquivar uma coisa que é ilegal e que não faz sentido nenhum nos dias de hoje», concluiu Arménio Carlos.
>Solidariedade sindical do sector
No dia em que foi anunciado o arquivamento dos processo disciplinares no Metropolitano, as organizações representativas dos trabalhadores do sector dos Transportes, Comunicações e Telecomunicações da CGTP-IN realizaram um plenário nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, findo o qual os participantes se concentraram diante da estação fluvial da Transtejo, numa acção de solidariedade com a luta dos trabalhadores.
O plenário aprovou uma moção «Pelo exercício do direito à greve», exigindo que o Governo dê ordem às administrações para reporem a legalidade, retirando as faltas injustificadas e anulando os processos disciplinares instaurados.
O mesmo documento saudou todos os trabalhadores da CP, Soflusa, Metro e Transtejo que têm resistido a esta ofensiva e enalteceu a «luta corajosa em defesa de um direito de todos».
Na CP, foi marcada falta injustificada aos que aderiram à greve geral, enquanto, na Soflusa, também foram impostos processo disciplinares.
Na resolução aprovada, intitulada «Desenvolver o sector dos transportes, comunicações e telecomunicações para modernizar o País», exige-se a elaboração de um Plano Nacional de Transportes, que assente na prioridade absoluta ao serviço público, entre um leque de medidas propostas para cada sector de transporte colectivo de passageiros, além da defesa de um eficaz serviço público de Correios e da exigência de definição de uma estratégia para o sector das telecomunicações.
Os participantes comprometeram-se também a dar luta a quaisquer tentativas de desregulamentação da legislação laboral no sentido de retirar direitos aos trabalhadores, e apelaram à participação na jornada de luta da CGTP-IN, agendada para 18 de Outubro.
Nova federação
No propósito de reforçar a capacidade de organização e de luta dos trabalhadores, está tomada a decisão de criar a Federação dos Sindicatos dos Transportes, Comunicações e Telecomunicações, que «resulta da constatação de dotar os sindicatos e os trabalhadores de uma organização sindical sectorial forte, interventiva e dinâmica, que coordene e dirija a actividade sindical nestes importantes sectores». O plenário congratulou-se com a criação da federação e fez votos para que «junte forças e una vontades», aumentando a capacidade de defesa dos trabalhadores.