Protestos elevam-se no Chile
Dezenas de milhares de chilenos rejeitaram, quarta-feira da semana passada, na capital, Santiago, a política neoliberal seguida pela presidente Michelle Bachelet, eleita para a chefia do Estado fruto de uma ampla maioria formada pelo centro-esquerda, mas cujas linhas de orientação têm vindo a defraudar as expectativas populares então depositadas.
A manifestação convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra o modelo económico e social do governo – que os sindicatos acusam de promover a precariedade laboral nas relações de trabalho e o ataque permanente à contratação colectiva; os baixos salários; o aumento das desigualdades; e de adensar os problemas no que às garantias de previdência diz respeito – acabou em confrontos quando a polícia carregou sobre a multidão usando granadas de gás lacrimogéneo e canhões de água.
Cerca de uma centena de manifestantes acabaram por ser detidos pelas autoridades e dezenas ficaram feridos em resultado da vaga repressiva, entre os quais três deputados que se afastaram da coligação parlamentar que sustenta Bachelet.
A presidente recusou entretanto as críticas dos trabalhadores estranhando que a sua dedicação à justiça social fosse colocada em causa. Diálogo em vez de pressão e acordos em vez de violência foram as propostas de Bachelet em face da crise económica e social que cresce no país.
Desde meados de 2006 que Michelle Bachelet tem vindo a perder o estado de graça junto do povo chileno. A popularidade da presidente caiu abruptamente neste período e inquéritos recentes afirmam que a maioria dos eleitores já não deposita confiança nas promessas feitas pela então candidata ao executivo de Santiago.
A manifestação da CUT foi a maior desde a queda da ditadura no Chile, há 17 anos. Os mineiros da Codelco, a maior empresa extractora de cobre do país, e os operários do sector da celulose e da pasta de papel levaram a cabo longas lutas nos últimos dois anos. Os estudantes do secundário e do superior invadiram as ruas às centenas de milhar contra o modelo educativo e a esmagadora maioria dos habitantes da capital critica severamente o novo sistema de transportes públicos.
A manifestação convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra o modelo económico e social do governo – que os sindicatos acusam de promover a precariedade laboral nas relações de trabalho e o ataque permanente à contratação colectiva; os baixos salários; o aumento das desigualdades; e de adensar os problemas no que às garantias de previdência diz respeito – acabou em confrontos quando a polícia carregou sobre a multidão usando granadas de gás lacrimogéneo e canhões de água.
Cerca de uma centena de manifestantes acabaram por ser detidos pelas autoridades e dezenas ficaram feridos em resultado da vaga repressiva, entre os quais três deputados que se afastaram da coligação parlamentar que sustenta Bachelet.
A presidente recusou entretanto as críticas dos trabalhadores estranhando que a sua dedicação à justiça social fosse colocada em causa. Diálogo em vez de pressão e acordos em vez de violência foram as propostas de Bachelet em face da crise económica e social que cresce no país.
Desde meados de 2006 que Michelle Bachelet tem vindo a perder o estado de graça junto do povo chileno. A popularidade da presidente caiu abruptamente neste período e inquéritos recentes afirmam que a maioria dos eleitores já não deposita confiança nas promessas feitas pela então candidata ao executivo de Santiago.
A manifestação da CUT foi a maior desde a queda da ditadura no Chile, há 17 anos. Os mineiros da Codelco, a maior empresa extractora de cobre do país, e os operários do sector da celulose e da pasta de papel levaram a cabo longas lutas nos últimos dois anos. Os estudantes do secundário e do superior invadiram as ruas às centenas de milhar contra o modelo educativo e a esmagadora maioria dos habitantes da capital critica severamente o novo sistema de transportes públicos.