Almoço reúne 200 em Arganil
Jerónimo de Sousa esteve, no dia 5, em Montalto, no concelho de Arganil, num grande almoço do Partido, que reuniu cerca de 200 pessoas.
O Partido realizou, em 2006, a sua Assembleia da Organização Concelhia de Arganil
Nesta iniciativa, o secretário-geral do PCP realçou que o País está mais «injusto, inseguro e desigual e menos democrático». As responsabilidades vão para o actual Governo, que desencadeia a «maior e mais diversificada ofensiva contra os direitos de quem menos tem e menos pode, dos trabalhadores e das populações». Nunca como agora, prosseguiu, nem com os governos da direita, se viu em Portugal tanta acentuação das desigualdades».
Para Jerónimo de Sousa, o Governo colocou-se «numa postura de que era preciso fazer sacrifícios e, por isso, encetou uma ofensiva violenta contra os trabalhadores da Administração Pública, do sector privado e as populações».
Assim, com dois anos e meio deste Governo, o que se vê? «Os trabalhadores com menos direitos e menos salários, os pequenos e médios empresários e agricultores mais arruinados, com a corda na garganta devido ao endividamento e à falta de apoio e de subsídios.»
Jerónimo de Sousa não esqueceu o ataque às populações do interior. Em sua opinião, são estas as mais sacrificadas «fecha o SAP, a escola, porque se ameaça fechar tribunais, postos da GNR, sempre em nome da necessidade de fazer sacrifícios». Assim, as populações ficam cada vez mais abandonadas à sua sorte, ficando as suas terras crescentemente desertificadas. «Se há cortes no investimento público, se fecham escolas, serviços de saúde, se não há alternativas de emprego, as pessoas acabam por abandonar as suas terras», realçou o dirigente comunista.
Cresce a organização partidária
O almoço com o secretário-geral do PCP revelou o grande crescimento da organização partidária. Antes do almoço, alguém comentava: «quando começámos, há uns anos, éramos catorze». No jantar estiveram duas centenas de militantes e amigos do Partido.
Apesar de Arganil ser um concelho tradicionalmente difícil para o trabalho do Partido, nos últimos anos tem-se vindo a reforçar o trabalho de organização partidária. A realização de almoços anuais, a realização, em 2006, da Assembleia da Organização Concelhia, a eleição pela primeira vez de uma Comissão de Freguesia em Pomares e o agendamento das assembleias das organizações de freguesia de Arganil e Coja.
Este reforço de organização permitiu também o reforço da capacidade de intervenção partidária e uma maior ligação aos trabalhadores e ao povo. A acção da organização local do Partido é hoje reconhecida pela população do concelho, que vê nas posições do Partido e na sua intervenção, aquilo que são os seus anseios e aspirações.
Concelho mais pobre
A situação do concelho degrada-se de dia para dia. Ao nível do investimento do poder central, decaiu 11,9 por cento no distrito de Coimbra. Mas a existente, sustenta a organização partidária, é gerida de forma centralizada e encontra-se muito concentrada numa série de projectos nacionais, enquanto permanecem esquecidos projectos fundamentais para o desenvolvimento da região, sobretudo nos concelhos mais isolados e menos desenvolvidos.
Na distribuição de verbas no distrito, Arganil aparece no 11.º lugar na atribuição de verbas. Os concelhos que menos recebem, denuncia a estrutura local do Partido, são precisamente aqueles que, como Góis, Vila Nova de Poiares e Oliveira do Hospital, «sofrem dos mesmos males de Arganil – a interioridade, o isolamento, a desertificação humana, o abandono do mundo rural».
Os comunistas acusam também o encerramento de serviços públicos que têm, nestes concelhos mais isolados, um «efeito amplificador das dificuldades de desenvolvimento». No concelho de Arganil, as acessibilidades são precárias e muitas freguesias permanecem sem saneamento básico.
O PCP está ainda preocupado com a prevenção dos incêndios. A limpeza das matas é uma necessidade e há que apostar no apoio à recuperação das áreas ardidas e da reflorestação e ordenamento florestal.
Para Jerónimo de Sousa, o Governo colocou-se «numa postura de que era preciso fazer sacrifícios e, por isso, encetou uma ofensiva violenta contra os trabalhadores da Administração Pública, do sector privado e as populações».
Assim, com dois anos e meio deste Governo, o que se vê? «Os trabalhadores com menos direitos e menos salários, os pequenos e médios empresários e agricultores mais arruinados, com a corda na garganta devido ao endividamento e à falta de apoio e de subsídios.»
Jerónimo de Sousa não esqueceu o ataque às populações do interior. Em sua opinião, são estas as mais sacrificadas «fecha o SAP, a escola, porque se ameaça fechar tribunais, postos da GNR, sempre em nome da necessidade de fazer sacrifícios». Assim, as populações ficam cada vez mais abandonadas à sua sorte, ficando as suas terras crescentemente desertificadas. «Se há cortes no investimento público, se fecham escolas, serviços de saúde, se não há alternativas de emprego, as pessoas acabam por abandonar as suas terras», realçou o dirigente comunista.
Cresce a organização partidária
O almoço com o secretário-geral do PCP revelou o grande crescimento da organização partidária. Antes do almoço, alguém comentava: «quando começámos, há uns anos, éramos catorze». No jantar estiveram duas centenas de militantes e amigos do Partido.
Apesar de Arganil ser um concelho tradicionalmente difícil para o trabalho do Partido, nos últimos anos tem-se vindo a reforçar o trabalho de organização partidária. A realização de almoços anuais, a realização, em 2006, da Assembleia da Organização Concelhia, a eleição pela primeira vez de uma Comissão de Freguesia em Pomares e o agendamento das assembleias das organizações de freguesia de Arganil e Coja.
Este reforço de organização permitiu também o reforço da capacidade de intervenção partidária e uma maior ligação aos trabalhadores e ao povo. A acção da organização local do Partido é hoje reconhecida pela população do concelho, que vê nas posições do Partido e na sua intervenção, aquilo que são os seus anseios e aspirações.
Concelho mais pobre
A situação do concelho degrada-se de dia para dia. Ao nível do investimento do poder central, decaiu 11,9 por cento no distrito de Coimbra. Mas a existente, sustenta a organização partidária, é gerida de forma centralizada e encontra-se muito concentrada numa série de projectos nacionais, enquanto permanecem esquecidos projectos fundamentais para o desenvolvimento da região, sobretudo nos concelhos mais isolados e menos desenvolvidos.
Na distribuição de verbas no distrito, Arganil aparece no 11.º lugar na atribuição de verbas. Os concelhos que menos recebem, denuncia a estrutura local do Partido, são precisamente aqueles que, como Góis, Vila Nova de Poiares e Oliveira do Hospital, «sofrem dos mesmos males de Arganil – a interioridade, o isolamento, a desertificação humana, o abandono do mundo rural».
Os comunistas acusam também o encerramento de serviços públicos que têm, nestes concelhos mais isolados, um «efeito amplificador das dificuldades de desenvolvimento». No concelho de Arganil, as acessibilidades são precárias e muitas freguesias permanecem sem saneamento básico.
O PCP está ainda preocupado com a prevenção dos incêndios. A limpeza das matas é uma necessidade e há que apostar no apoio à recuperação das áreas ardidas e da reflorestação e ordenamento florestal.