Jogo baralhado
O primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, anunciou, no sábado, 11, a realização de eleições legislativas antecipadas, possivelmente em Outubro, dois anos depois de os conservadores terem chegado ao poder coligados com a extrema-direita.
O partido dos Kaczynski regista uma acentuada quebra nas sondagens
Kaczynski fez o anúncio no final de uma reunião do conselho nacional do partido conservador Lei e Justiça (PiS), apontando como data provável do sufrágio o dia 21 de Outubro.
Esta decisão foi tomada uma semana após a saída do governo dos ministros do partido Samoobrona (autodefesa), formação de extrema-direita que acusa o primeiro-ministro de ter rompido o acordo de coligação.
O conflito aberto com Jaroslaw Kaczynski teve início após o chefe do governo ter destituído Andrzej Lepper, líder do Samoobrona, dos cargos de vice-primeiro-ministro e de ministro da Agricultura, na sequência de um escândalo de corrupção. Lepper foi acusado de receber subornos para requalificar terrenos destinados à exploração agrícola
Também a Liga das Famílias Polacas (formação católica e nacionalista) manifestou mal-estar após um deputado seu, Daniel Pawlowiec, ter sido afastado do cargo de vice-presidente do Comité para a Integração Europeia.
Já na passada semana, dia 9, o líder do maior partido de oposição liberal, Donald Tusk, da Plataforma Cívica (PO), exigira num encontro com o primeiro-ministro a realização de eleições antecipadas como única forma de resolver a crise institucional.
A mesma posição foi secundada pelos sociais-democratas (SDL), revelando a existência de um consenso alargado no parlamento para a aprovação de uma moção de autodissolução, a via mais rápida para a convocação de eleições, que necessitará do apoio de dois terços dos deputados.
O PiS chegou ao poder em Setembro de 2005, após uma vitória eleitoral face aos liberais da Plataforma Cívica. Contudo, hoje, os conservadores registam uma quebra de popularidade, enquanto os seus aliados de direita se arriscam a ser eliminados do mapa eleitoral.
Em contrapartida, segundo uma sondagem divulgada na semana passada pelo instituto polaco PBS, a Plataforma Cívica recolhe 33 por cento das intenções de voto, à frente dos 23 por cento obtidos pelo PiS.
A coligação de centro-esquerda, «A Esquerda e os Democratas» regista 13 por cento dos votos e a coligação LIS, formada pelo Samoobrona e pela Liga das Famílias Polacas, não ultrapassa os 10 por cento.
Esta decisão foi tomada uma semana após a saída do governo dos ministros do partido Samoobrona (autodefesa), formação de extrema-direita que acusa o primeiro-ministro de ter rompido o acordo de coligação.
O conflito aberto com Jaroslaw Kaczynski teve início após o chefe do governo ter destituído Andrzej Lepper, líder do Samoobrona, dos cargos de vice-primeiro-ministro e de ministro da Agricultura, na sequência de um escândalo de corrupção. Lepper foi acusado de receber subornos para requalificar terrenos destinados à exploração agrícola
Também a Liga das Famílias Polacas (formação católica e nacionalista) manifestou mal-estar após um deputado seu, Daniel Pawlowiec, ter sido afastado do cargo de vice-presidente do Comité para a Integração Europeia.
Já na passada semana, dia 9, o líder do maior partido de oposição liberal, Donald Tusk, da Plataforma Cívica (PO), exigira num encontro com o primeiro-ministro a realização de eleições antecipadas como única forma de resolver a crise institucional.
A mesma posição foi secundada pelos sociais-democratas (SDL), revelando a existência de um consenso alargado no parlamento para a aprovação de uma moção de autodissolução, a via mais rápida para a convocação de eleições, que necessitará do apoio de dois terços dos deputados.
O PiS chegou ao poder em Setembro de 2005, após uma vitória eleitoral face aos liberais da Plataforma Cívica. Contudo, hoje, os conservadores registam uma quebra de popularidade, enquanto os seus aliados de direita se arriscam a ser eliminados do mapa eleitoral.
Em contrapartida, segundo uma sondagem divulgada na semana passada pelo instituto polaco PBS, a Plataforma Cívica recolhe 33 por cento das intenções de voto, à frente dos 23 por cento obtidos pelo PiS.
A coligação de centro-esquerda, «A Esquerda e os Democratas» regista 13 por cento dos votos e a coligação LIS, formada pelo Samoobrona e pela Liga das Famílias Polacas, não ultrapassa os 10 por cento.