Tempo de Verão, tempo de luta
Se as consequências não fizessem parte do dia-a-dia da esmagadora maioria do povo português, até poderíamos ser levados à ilusão de estarmos no reino do imaginário, ou a assistir a uma qualquer peça de comédia melodramática.
Os membros do Governo sabem muito bem o que estão a fazer
Disto são exemplo as dissertações de ministros teorizando sobre concepções para classificação de regiões desérticas ou sobre a necessidade de mudança de nome das regiões do País para assim melhor atraírem investimentos turísticos. Ou ainda a política de redução de serviços de saúde prestados às populações e propagandeando que os serviços vão melhorar, mais gente vai ser melhor servida.
Ou que com a liberalização dos despedimentos, os trabalhadores vão ter empregos mais seguros.
Estes exemplos, parecendo à primeira vista demonstrar tacanhez, desgraçadamente para o povo e o País, mais não são do que a demonstração grosseira da falta de respeito, de ética política, arrogância e despudor que este Governo do PS tem para com o povo português, a democracia e Portugal.
O que se passa é muito sério e o Governo e os seus membros sabem bem o que estão a fazer. Em todas as áreas da vida nacional, o que vemos é o favorecimento e o comprometimento para com os interesses e objectivos dos grandes grupos económicos e financeiros, evidenciando e apresentando um conteúdo de classe cada vez mais claro nas suas políticas.
Aumentam e ampliam-se os ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo; agravam-se as desigualdades e as injustiças sociais; avança a reconfiguração do Estado com o consequente ataque aos trabalhadores da Administração Pública, o encerramento de serviços essenciais às populações, privatização de serviços, privatização do Ensino Superior, destruição do que resta do Serviço Nacional de Saúde, entre outras.
Procuram impor um maior e mais profundo retrocesso nas relações laborais com a revisão do Código de Trabalho, para o piorar, em particular para facilitar os despedimentos, para colocar nas mãos do patronato todo o poder para fixar horários e remunerações e em mais medidas para fragilizar as organizações de classe dos trabalhadores – os sindicatos.
Reforçar a luta
Aliada à política económica e social, o Governo do PS avança também no ataque ao regime democrático, quer com medidas estruturais para maior e melhor controlo governamental da justiça, das polícias e dos serviços de informação, quer na actuação prepotente e autoritária em relação à crítica e aos que se lhe opõem e preparam-se para avançar com um projecto de alteração às leis eleitorais (com o objectivo de desvirtuar o sentido de voto popular).
É neste quadro de agravamento da situação económica e social para a maioria do povo, de retrocessos efectivados e outros anunciados, visando o desfiguramento do regime democrático consagrado na Constituição da República, que se levantam em luta os trabalhadores e populações em vários sectores e camadas sociais atingidos pela política deste Governo e cresce o descontentamento e a vontade de resistir e lutar.
Neste tempo de Verão, em que os nossos esforços estão prioritariamente voltados para a preparação da Festa do Avante!, ela própria uma jornada de afirmação e luta, não apenas do nosso Partido mas de todos os que se identificam com os seus objectivos como maior iniciativa político-cultural onde a realidade do nosso País, as aspirações e a luta dos trabalhadores, do povo e da juventude têm voz, mantém-se a necessidade de reforçar a resistência e a luta dos trabalhadores e das populações, de todos os que são atingidos pela política anti-social e de retrocesso do Governo do PS.
Ou que com a liberalização dos despedimentos, os trabalhadores vão ter empregos mais seguros.
Estes exemplos, parecendo à primeira vista demonstrar tacanhez, desgraçadamente para o povo e o País, mais não são do que a demonstração grosseira da falta de respeito, de ética política, arrogância e despudor que este Governo do PS tem para com o povo português, a democracia e Portugal.
O que se passa é muito sério e o Governo e os seus membros sabem bem o que estão a fazer. Em todas as áreas da vida nacional, o que vemos é o favorecimento e o comprometimento para com os interesses e objectivos dos grandes grupos económicos e financeiros, evidenciando e apresentando um conteúdo de classe cada vez mais claro nas suas políticas.
Aumentam e ampliam-se os ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo; agravam-se as desigualdades e as injustiças sociais; avança a reconfiguração do Estado com o consequente ataque aos trabalhadores da Administração Pública, o encerramento de serviços essenciais às populações, privatização de serviços, privatização do Ensino Superior, destruição do que resta do Serviço Nacional de Saúde, entre outras.
Procuram impor um maior e mais profundo retrocesso nas relações laborais com a revisão do Código de Trabalho, para o piorar, em particular para facilitar os despedimentos, para colocar nas mãos do patronato todo o poder para fixar horários e remunerações e em mais medidas para fragilizar as organizações de classe dos trabalhadores – os sindicatos.
Reforçar a luta
Aliada à política económica e social, o Governo do PS avança também no ataque ao regime democrático, quer com medidas estruturais para maior e melhor controlo governamental da justiça, das polícias e dos serviços de informação, quer na actuação prepotente e autoritária em relação à crítica e aos que se lhe opõem e preparam-se para avançar com um projecto de alteração às leis eleitorais (com o objectivo de desvirtuar o sentido de voto popular).
É neste quadro de agravamento da situação económica e social para a maioria do povo, de retrocessos efectivados e outros anunciados, visando o desfiguramento do regime democrático consagrado na Constituição da República, que se levantam em luta os trabalhadores e populações em vários sectores e camadas sociais atingidos pela política deste Governo e cresce o descontentamento e a vontade de resistir e lutar.
Neste tempo de Verão, em que os nossos esforços estão prioritariamente voltados para a preparação da Festa do Avante!, ela própria uma jornada de afirmação e luta, não apenas do nosso Partido mas de todos os que se identificam com os seus objectivos como maior iniciativa político-cultural onde a realidade do nosso País, as aspirações e a luta dos trabalhadores, do povo e da juventude têm voz, mantém-se a necessidade de reforçar a resistência e a luta dos trabalhadores e das populações, de todos os que são atingidos pela política anti-social e de retrocesso do Governo do PS.