Em Santiago do Cacém

Saúde está pior

Piorou a prestação de cuidados de saúde no concelho de Santiago do Cacém, quer no centro de saúde e suas extensões quer no Hospital do Litoral Alentejano. Quem o diz é o deputado comunista Francisco Lopes, sustentando a acusação no facto de estarem a ser feitas menos 1200 consultas por mês e ficarem sem consulta em média mais de 40 utentes por dia. O que desmente as alegadas melhorias apregoadas pelo Governo e pelo PS, que, como lembrou o parlamentar do PCP, falam em melhoria do atendimento após o encerramento do Serviço de Atendimento de Doentes Urgentes (SADU) e da distribuição dos médicos a ele afectos pelas extensões de saúde.
Para Francisco Lopes, que falava em recente debate sobre uma petição apresentada pela Comissão de Utentes do concelho de Santiago do Cacém para o «reforço de médicos e de cuidados de saúde primários» naquele município alentejano, a decisão de encerrar o SADU é um erro grave, uma vez que sobrecarrega as urgências do Hospital do Litoral Alentejano, obriga os utentes a pagarem uma taxa mais onerosa, agrava as dificuldades do Centro de Saúde e das extensões (por não disporem do mesmo nível de resposta oferecido pelo SADU sobretudo nas situações agudas do fim-de-semana) e prejudica a acessibilidade dos doentes já que devido às distâncias e à organização dos transportes públicos a ligação ao Hospital é muito mais deficiente do que à sede de concelho.
Lembradas pelo deputado do PCP, além da inexistência de uma maternidade, foram as dificuldades do Hospital, com carências em vários serviços que levam a meses de espera para alguns exames, isto em paralelo com a precariedade laboral que atinge «níveis inimagináveis».


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