Financiamento da rede rodoviária

Objectivos inaceitáveis

O Parlamento aprovou, em votação final global, na sessão plenária que antecedeu o fecho dos trabalhos parlamentares, a proposta de lei que regula o financiamento da rede rodoviária nacional a cargo da Estradas de Portugal (EP).

A privatização da Estradas de Portugal está na mira do Governo

Para o PCP, que votou contra, o diploma encerra quatro objectivos «inaceitáveis», alguns dos quais de duvidosa legalidade.
O primeiro, de acordo com a declaração de voto proferida por Honório Novo, é a consignação de receitas fiscais à EP, «sem tempo nem transitoriedade», o que fere a doutrina constitucional.
O segundo diz respeito ao que o deputado do PCP chamou de criação de uma «nova figura de estilo». O Governo diz que são receitas próprias de uma empresa do Estado quando na verdade «são pura e simplesmente transferências do Orçamento do Estado».
Com este truque das receitas próprias – e este é o terceiro objectivo desmontado por Honório Novo – o Executivo lança «uma operação de desorçamentação», repetindo em 2007 a «habilidade orçamental» feita por Santana Lopes em 2005 e que Vítor Constâncio então denunciou.
O quarto e último objectivo prende-se com o facto de o Governo, com esta medida, lançar as bases para num futuro próximo «colocar o OE a financiar directamente uma empresa privada, o que ocorrerá logo que decida privatizar a EP», como o Ministero das Finanças já anunciou.
Imperdoável, na opinião da bancada comunista, foi ainda a decisão do PS de impedir a audição parlamentar do grupo técnico encabeçado pelo INE, o qual, observa, «tem uma palavra central a dizer sobre a ilegalidade do procedimento e sobre a operação de desorçamentação».


Mais artigos de: Assembleia da República

Agentes técnicos de arquitectura e engenharia

O PCP reiterou a sua «total diponibilidade e colaboração» para encontrar as soluções adequadas que respondam quer à salvaguarda do interesse geral quer aos interesses específicos dos agentes técnicos de arquitectura e engenharia. Este tema voltou antes do fecho da sessão legislativa a concitar a atenção dos deputados a...

Segredo de justiça motiva críticas

O Parlamento aprovou, em votação final global, antes de encerrar a sessão legislativa, um conjunto de alterações ao Código de Processo Penal, revisão que contou com os votos favoráveis do PS e PSD, a abstenção do CDS/PP e os votos contra do PCP, BE e «Os Verdes».As alterações constam de um texto de substituição submetido...

Governo melhor escrutinado

O novo Regimento da Assembleia da República, que estabelece a maioria das suas regras de funcionamento, foi recentemente aprovado pelo PS, PCP, CDS-PP, BE e «Os Verdes», com os votos contra do PSD.

Há que explorar recursos

O deputado comunista Agostinho Lopes manifestou a «forte discordância» da sua bancada pela previsível entrega ao capital privado, subordinando-a aos seus interesses, da futura exploração da energia das ondas.Esta posição foi recentemente assumida no debate de uma proposta de lei sobre a matéria, onde no entanto...

Saúde está pior

Piorou a prestação de cuidados de saúde no concelho de Santiago do Cacém, quer no centro de saúde e suas extensões quer no Hospital do Litoral Alentejano. Quem o diz é o deputado comunista Francisco Lopes, sustentando a acusação no facto de estarem a ser feitas menos 1200 consultas por mês e ficarem sem consulta em média...