Procuradoria desiste da acusação
A procuradoria britânica anunciou, dia 20, que não irá constituir arguidos no caso da venda de títulos honoríficos a troco de donativos para o Partido Trabalhista de Tony Blair.
A investigação, iniciada após a denúncia de um deputado do Partido Nacional da Escócia, identificou pelo menos quatro empresários que emprestaram avultadas verbas ao Labour, tendo sido recomendados mais tarde para receberem o título de lorde.
O escândalo afectou seriamente a imagem dos trabalhistas e, em especial a do seu líder, Tony Blair, que se foi interrogado três vezes pela justiça, algo que nunca antes acontecera com um chefe de governo britânico.
Apesar de a «venda de títulos» constituir ma prática proibida por uma lei de 1925, a procuradoria considerou que as provas reunidas eram «insuficientes» para obter uma condenação em tribunal.
Segundo a directora da Divisão Criminal Especial da Procuradoria, Cármen Dowd, a decisão tomada baseou-se unicamente «numa análise justa e equilibrada das provas disponíveis».
Em comunicado, a responsável judicial afirma que não é ilegal a concessão de títulos por parte dos trabalhistas em sinal de agradecimento aos seus doadores. O delito apenas existe em caso de acordo prévio entre as partes que faça depender a doação da concessão do título ou vice-versa. E, naturalmente, «não há provas directas de que tenha havido qualquer acordo entre as pessoas abrangidas pela investigação».
Entretanto, provando que não há fumo sem fogo, o novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, comprometeu-se no mesmo dia a impulsionar a reforma do sistema de financiamento dos partidos que, actualmente, recorrem sobretudo a donativos de particulares.
A investigação, iniciada após a denúncia de um deputado do Partido Nacional da Escócia, identificou pelo menos quatro empresários que emprestaram avultadas verbas ao Labour, tendo sido recomendados mais tarde para receberem o título de lorde.
O escândalo afectou seriamente a imagem dos trabalhistas e, em especial a do seu líder, Tony Blair, que se foi interrogado três vezes pela justiça, algo que nunca antes acontecera com um chefe de governo britânico.
Apesar de a «venda de títulos» constituir ma prática proibida por uma lei de 1925, a procuradoria considerou que as provas reunidas eram «insuficientes» para obter uma condenação em tribunal.
Segundo a directora da Divisão Criminal Especial da Procuradoria, Cármen Dowd, a decisão tomada baseou-se unicamente «numa análise justa e equilibrada das provas disponíveis».
Em comunicado, a responsável judicial afirma que não é ilegal a concessão de títulos por parte dos trabalhistas em sinal de agradecimento aos seus doadores. O delito apenas existe em caso de acordo prévio entre as partes que faça depender a doação da concessão do título ou vice-versa. E, naturalmente, «não há provas directas de que tenha havido qualquer acordo entre as pessoas abrangidas pela investigação».
Entretanto, provando que não há fumo sem fogo, o novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, comprometeu-se no mesmo dia a impulsionar a reforma do sistema de financiamento dos partidos que, actualmente, recorrem sobretudo a donativos de particulares.