Russos apoiam sérvios no diálogo
O governo sérvio apelou à ONU, sexta-feira, para que promova negociações entre representantes de Belgrado e os homólogos albano-kosovares sobre o estatuto daquela província.
O primeiro-ministro Vojsilav Kostunica reiterou a posição anteriormente assumida sobre a proposta apresentada pelo emissário das Nações Unidas para o território, Martti Ahtisaari, a qual consubstancia, com o apoio explícito da UE e dos EUA, a declaração de independência do Kosovo e o reconhecimento deste como um facto por parte da «comunidade internacional».
Nos próximos três meses e meio, prazo dado pelo Conselho de Segurança para que as partes alcancem um entendimento, é necessário dialogar, disse Kostunica, mas a soberania do Kosovo face à Sérvia está colocada de parte, acrescentou.
Ainda no campo da diplomacia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, Vuk Jeremic, visitou o Montenegro, vizinho que em 2006 proclamou a independência.
Após um encontro com Milan Rocen, o titular da pasta das relações externas de Podgorica, Jeremic apelou às nações balcânicas para que não se precipitem sobre esta matéria sublinhando que «em causa está a estabilidade da região».
Rocen concordou com o dirigente sérvio e garantiu que o Montenegro não irá alinhar com Bruxelas e Washington, classificando mesmo o reconhecimento da soberania do Kosovo de «aventura».
Rússia diz niet, Bush diz yes
Entretanto, o ministro dos negócios estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmou que «qualquer solução é possível, desde que baseada num acordo entre as duas partes envolvidas», mas advertiu que «outro tipo de solução não passará no Conselho de Segurança».
A declaração de Lavrov não garante definitivamente um veto de Moscovo à proposta de Ahtisaari, mas é um claro aviso de que, a manter-se inalterado o seu conteúdo, os russos dirão niet na votação em Nova Iorque.
Apesar de pouco acrescentarem à posição já veiculada pelo Kremlin, as afirmações de Lavrov não ficaram sem resposta por parte da Casa Branca. Também em périplo pelo Montenegro, Daniel Fried, o secretário de Estado-adjunto norte-americano, estendeu a mão à cooperação com a Rússia na procura de uma solução a respeito do estatuto do Kosovo, mas não deixou de frisar que «o presidente Bush disse claramente que a independência será o resultado deste processo» e que este é «o último acto da desintegração da ex-Jugoslávia».
O primeiro-ministro Vojsilav Kostunica reiterou a posição anteriormente assumida sobre a proposta apresentada pelo emissário das Nações Unidas para o território, Martti Ahtisaari, a qual consubstancia, com o apoio explícito da UE e dos EUA, a declaração de independência do Kosovo e o reconhecimento deste como um facto por parte da «comunidade internacional».
Nos próximos três meses e meio, prazo dado pelo Conselho de Segurança para que as partes alcancem um entendimento, é necessário dialogar, disse Kostunica, mas a soberania do Kosovo face à Sérvia está colocada de parte, acrescentou.
Ainda no campo da diplomacia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, Vuk Jeremic, visitou o Montenegro, vizinho que em 2006 proclamou a independência.
Após um encontro com Milan Rocen, o titular da pasta das relações externas de Podgorica, Jeremic apelou às nações balcânicas para que não se precipitem sobre esta matéria sublinhando que «em causa está a estabilidade da região».
Rocen concordou com o dirigente sérvio e garantiu que o Montenegro não irá alinhar com Bruxelas e Washington, classificando mesmo o reconhecimento da soberania do Kosovo de «aventura».
Rússia diz niet, Bush diz yes
Entretanto, o ministro dos negócios estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmou que «qualquer solução é possível, desde que baseada num acordo entre as duas partes envolvidas», mas advertiu que «outro tipo de solução não passará no Conselho de Segurança».
A declaração de Lavrov não garante definitivamente um veto de Moscovo à proposta de Ahtisaari, mas é um claro aviso de que, a manter-se inalterado o seu conteúdo, os russos dirão niet na votação em Nova Iorque.
Apesar de pouco acrescentarem à posição já veiculada pelo Kremlin, as afirmações de Lavrov não ficaram sem resposta por parte da Casa Branca. Também em périplo pelo Montenegro, Daniel Fried, o secretário de Estado-adjunto norte-americano, estendeu a mão à cooperação com a Rússia na procura de uma solução a respeito do estatuto do Kosovo, mas não deixou de frisar que «o presidente Bush disse claramente que a independência será o resultado deste processo» e que este é «o último acto da desintegração da ex-Jugoslávia».