O Vidente
Marcelo Rebelo de Sousa para além de distribuir notas a torto e a direito (há mesmo quem diga que quem não foi ainda avaliado pelo professor não é bom chefe de família) e de ler obras literárias, dos mais diversos matizes, à velocidade da luz, gosta também, de quando em vez, de enveredar pelos caminhos do esotérico e fazer previsões, dedicando-se ao «metier» da vidência, assim a modo de quem faz futurologia.
Esta semana, a propósito do conclave que em Bruxelas reuniu os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, para ver se, criativamente, arranjavam uma solução para o imbróglio em que o povo os meteu com a recusa do chamado tratado constitucional, em amplas jornadas de participação popular, particularmente nos referendos em França e na Holanda, Marcelo viu uma das suas previsões acertar em cheio.
No passado domingo, à hora do costume, Marcelo decretou então que a coisa «correu bem, eu tinha previsto, antevisto, (emenda depois), que corria bem e correu».
Ficou assim cabalmente provado, com a força de ter como testemunhas um tal conjunto de ilustres personagens, a capacidade do professor para estas coisas da adivinhação.
E, provada que estava a coisa, o professor apressa-se a explicar o que é «correr bem».
Correr bem significa, segundo o professor, que uma mão cheia de «iluminados», «às tantas da manhã», se tenham entendido, «nas costas das pessoas», para decidir a maneira de, mudando o que tiver que ser, manter o essencial, ou seja a matriz neoliberal, federalista e militarista do tratado que agora já não é constitucional.
Por outro lado, correr bem é a «Europa confidencial», a tal que se fecha nos gabinete e não ouve a voz popular, ter que adiar lá para 2017, a implementação de algumas medidas, ficando assim provado com todos os predicados, a urgência da aprovação do novo tratado.
Entretanto, Marcelo aventurou-se numa nova previsão. Sem recorrer às cartas ou a bola de cristal, previu, ou antes anteviu, que agora Cavaco e Sócrates se vão entender para evitar convocar o referendo antes prometido.
Mas para isso também não era preciso ser vidente, pois as manobras para tentar impedir a participação popular são, por demais, evidentes.
Mas o que é também evidente é que, uma vez mais, os senhores que lá e cá se entendem para cozinhar o futuro dos povos, podem contar com os povos da Europa a exigir dizer de sua justiça naquilo que ao seu futuro disser respeito.
Esta semana, a propósito do conclave que em Bruxelas reuniu os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, para ver se, criativamente, arranjavam uma solução para o imbróglio em que o povo os meteu com a recusa do chamado tratado constitucional, em amplas jornadas de participação popular, particularmente nos referendos em França e na Holanda, Marcelo viu uma das suas previsões acertar em cheio.
No passado domingo, à hora do costume, Marcelo decretou então que a coisa «correu bem, eu tinha previsto, antevisto, (emenda depois), que corria bem e correu».
Ficou assim cabalmente provado, com a força de ter como testemunhas um tal conjunto de ilustres personagens, a capacidade do professor para estas coisas da adivinhação.
E, provada que estava a coisa, o professor apressa-se a explicar o que é «correr bem».
Correr bem significa, segundo o professor, que uma mão cheia de «iluminados», «às tantas da manhã», se tenham entendido, «nas costas das pessoas», para decidir a maneira de, mudando o que tiver que ser, manter o essencial, ou seja a matriz neoliberal, federalista e militarista do tratado que agora já não é constitucional.
Por outro lado, correr bem é a «Europa confidencial», a tal que se fecha nos gabinete e não ouve a voz popular, ter que adiar lá para 2017, a implementação de algumas medidas, ficando assim provado com todos os predicados, a urgência da aprovação do novo tratado.
Entretanto, Marcelo aventurou-se numa nova previsão. Sem recorrer às cartas ou a bola de cristal, previu, ou antes anteviu, que agora Cavaco e Sócrates se vão entender para evitar convocar o referendo antes prometido.
Mas para isso também não era preciso ser vidente, pois as manobras para tentar impedir a participação popular são, por demais, evidentes.
Mas o que é também evidente é que, uma vez mais, os senhores que lá e cá se entendem para cozinhar o futuro dos povos, podem contar com os povos da Europa a exigir dizer de sua justiça naquilo que ao seu futuro disser respeito.