FARC-EP repudiam manobra
Reagindo ao anúncio por parte do presidente Álvaro Uribe da intenção de libertar, em regime condicional, vários combatentes detidos nas prisões colombianas, o Secretariado do Estado Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP) emitiu um comunicado que abaixo reproduzimos na integra.
«Com o anúncio da atribuição da liberdade condicional aos presos, o presidente Àlvaro Uribe procura ocultar a sua verdadeira intenção, isto é, impedir que as autoridades judiciais avancem nas investigações a membros do Congresso, militares, personalidades, governantes e ex-governantes com evidentes laços à parapolítica e ao narcotráfico, que se apure a sua responsabilidade em múltiplos crimes contra civis acusados de apoiarem a guerrilha e, inutilmente, pretende ainda lançar uma cortina de fumo sobre a espionagem telefónica ordenada pelo próprio atendendo à mais servil submissão aos interesses da Casa Branca.
«Esta farsa “uribista” é mais uma manobra enganosa para com os familiares e amigos dos prisioneiros de ambas as partes, a qual, além de tudo, distorce a natureza das detenções por forma a aumentar o número dos libertados, metendo num mesmo saco:
1) Guerrilheiros que mantêm a sua dignidade revolucionária e por isso repudiam esta manobra e exigem uma verdadeira troca de prisioneiros.
2) Desertores que traíram as FARC-EP e por sua decisão deixaram de ser guerrilheiros, os quais não são, nem podem ser, parte de nenhuma troca de prisioneiros.
3) População civil acusada de pertencer à guerrilha.
«O demagógico anúncio da intenção de libertar unilateralmente alguns presos nada tem que ver com um sério processo de permuta, o qual terá que resultar do acordo entre o Estado e os revolucionários, e onde se definam critérios, tempos, nomes, garantias e mecanismos. As FARC-EP rejeitam as falsas promessas de quem pretende converter o clamor nacional por um intercâmbio humanitário em propaganda para curar as feridas causadas pela política neoliberal terrorista de um regime ilegal como o de Uribe.
«O estabelecimento de um processo de troca de prisioneiros exige realismo político e seriedade da parte do governo e pressupõe o abandono do jogo duplo oficial que prevalece. Enquanto se ilude com a propaganda da libertação dos presos, o exército continua a empreender resgates a “sangue e fogo” sem o mínimo respeito pela vida dos prisioneiros. Reiteramos, assim, a necessidade de desmilitarizar os municípios de Florida e Pradera para que ali se possa concretizar uma mesa de negociação e os termos de um Acordo Humanitário.
Montanhas da Colômbia, Junho de 2007».
«Com o anúncio da atribuição da liberdade condicional aos presos, o presidente Àlvaro Uribe procura ocultar a sua verdadeira intenção, isto é, impedir que as autoridades judiciais avancem nas investigações a membros do Congresso, militares, personalidades, governantes e ex-governantes com evidentes laços à parapolítica e ao narcotráfico, que se apure a sua responsabilidade em múltiplos crimes contra civis acusados de apoiarem a guerrilha e, inutilmente, pretende ainda lançar uma cortina de fumo sobre a espionagem telefónica ordenada pelo próprio atendendo à mais servil submissão aos interesses da Casa Branca.
«Esta farsa “uribista” é mais uma manobra enganosa para com os familiares e amigos dos prisioneiros de ambas as partes, a qual, além de tudo, distorce a natureza das detenções por forma a aumentar o número dos libertados, metendo num mesmo saco:
1) Guerrilheiros que mantêm a sua dignidade revolucionária e por isso repudiam esta manobra e exigem uma verdadeira troca de prisioneiros.
2) Desertores que traíram as FARC-EP e por sua decisão deixaram de ser guerrilheiros, os quais não são, nem podem ser, parte de nenhuma troca de prisioneiros.
3) População civil acusada de pertencer à guerrilha.
«O demagógico anúncio da intenção de libertar unilateralmente alguns presos nada tem que ver com um sério processo de permuta, o qual terá que resultar do acordo entre o Estado e os revolucionários, e onde se definam critérios, tempos, nomes, garantias e mecanismos. As FARC-EP rejeitam as falsas promessas de quem pretende converter o clamor nacional por um intercâmbio humanitário em propaganda para curar as feridas causadas pela política neoliberal terrorista de um regime ilegal como o de Uribe.
«O estabelecimento de um processo de troca de prisioneiros exige realismo político e seriedade da parte do governo e pressupõe o abandono do jogo duplo oficial que prevalece. Enquanto se ilude com a propaganda da libertação dos presos, o exército continua a empreender resgates a “sangue e fogo” sem o mínimo respeito pela vida dos prisioneiros. Reiteramos, assim, a necessidade de desmilitarizar os municípios de Florida e Pradera para que ali se possa concretizar uma mesa de negociação e os termos de um Acordo Humanitário.
Montanhas da Colômbia, Junho de 2007».