Otegi detido
Arnaldo Otegi, um dos mais destacados dirigentes da esquerda independentista basca e conhecido porta-voz do ilegalizado partido Batasuna foi preso, na sexta-feira, 8, em São Sebastião, três dias depois de a organização armada ETA ter declarado o fim das tréguas.
Otegi dirigia-se para uma conferência de imprensa quando, pelas 12 horas, foi inesperadamente interceptado pela polícia que o prendeu ao abrigo da decisão tomada meia hora antes pelo Tribunal Supremo que confirmou a sentença de 15 meses de prisão por enaltecimento do terrorismo.
O dirigente do Batasuna fora condenado em Abril de 2006 por ter participado, em 2003, num acto de homenagem a um militante da ETA, a propósito do 25.º aniversário da sua morte. Contudo, a pena nunca chegou a ser executada.
A detenção de Otegi - figura que o próprio chefe do governo espanhol, José Zapatero, qualificou como «um homem de paz» - foi interpretada no País Basco como mais um acto de «vingança política» das autoridades, após a ruptura por parte da ETA, dia 5, do cessar-fogo permanente declarado em Março de 2006.
Reagindo à prisão de Otegi, a direcção do Batasuna considerou-a como «um facto da máxima gravidade». Otegi é «o interlocutor principal da esquerda independentista», declarou Pernando Barrena em nome do partido ilegalizado.
«A repressão nunca conseguiu vergar a esquerda independentista», frisou ainda aquele dirigente precisando que o Batasuna continuará a trabalhar para a «obtenção de um acordo político» com vista à resolução do conflito basco.
Otegi dirigia-se para uma conferência de imprensa quando, pelas 12 horas, foi inesperadamente interceptado pela polícia que o prendeu ao abrigo da decisão tomada meia hora antes pelo Tribunal Supremo que confirmou a sentença de 15 meses de prisão por enaltecimento do terrorismo.
O dirigente do Batasuna fora condenado em Abril de 2006 por ter participado, em 2003, num acto de homenagem a um militante da ETA, a propósito do 25.º aniversário da sua morte. Contudo, a pena nunca chegou a ser executada.
A detenção de Otegi - figura que o próprio chefe do governo espanhol, José Zapatero, qualificou como «um homem de paz» - foi interpretada no País Basco como mais um acto de «vingança política» das autoridades, após a ruptura por parte da ETA, dia 5, do cessar-fogo permanente declarado em Março de 2006.
Reagindo à prisão de Otegi, a direcção do Batasuna considerou-a como «um facto da máxima gravidade». Otegi é «o interlocutor principal da esquerda independentista», declarou Pernando Barrena em nome do partido ilegalizado.
«A repressão nunca conseguiu vergar a esquerda independentista», frisou ainda aquele dirigente precisando que o Batasuna continuará a trabalhar para a «obtenção de um acordo político» com vista à resolução do conflito basco.