O plebiscito de Sarkozy
A direita francesa no poder obteve mais uma expressiva vitória no domingo, 10, ao dominar a primeira volta das legislativas, sufrágio que, convocado obrigatoriamente a seguir às presidenciais, se transformou num plebiscito do presidente recém-eleito.
O partido de Sarkozy dominou a primeira volta das legislativas
Dos 577 lugares de deputados em disputa, 110 foram já preenchidos, dos quais 98 por candidatos do partido de Nicolas Sarkozy (União para um Movimento Popular – UMP). Nesta primeira volta, apenas um candidato da área da esquerda (socialista) obteve mais de 50 por cento dos votos garantindo a sua eleição.
Em percentagem, a UMP recolheu 39,63 por cento dos votos, seguindo-se o Partido Socialista (PS) com 24,75 por cento, e em terceiro lugar o Movimento Democrata, de François Bayrou, com 7,61 por cento.
A Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, sofreu uma acentuada erosão eleitoral, registando apenas 4,38 por cento, o que constitui o prior resultado da extrema-direita nas últimas três décadas.
Em quinto lugar surge o Partido Comunista Francês, com 4,21 por cento, seguindo-se os Verdes com 3,41.
As eleições de domingo ficaram marcadas por uma abstenção recorde, que se situou em 39,46 por cento, contrastando com a participação histórica no sufrágio presidencial, realizado em Abril/Maio, que rondou os 84 por cento de votantes.
A segunda volta das legislativas francesas tem lugar no próximo domingo, 17, para a qual os partidos de esquerda já apelaram a «uma desistência republicana», de modo a concentrar votos no candidato de esquerda melhor colocado, independentemente da sua origem partidária, para derrotar o adversário da direita e garantir a maior representação possível no futuro parlamento.
Contudo, as projecções atribuem uma esmagadora maioria de deputados na bancada da direita (entre 360 a 420), enquanto os socialistas poderão eleger entre 120 a 170 deputados.
O Partido Comunista Francês deverá manter a votação obtida em 2002 (4,82%), resultado que na altura lhe permitiu constituir um grupo parlamentar com 21 deputados.
Em percentagem, a UMP recolheu 39,63 por cento dos votos, seguindo-se o Partido Socialista (PS) com 24,75 por cento, e em terceiro lugar o Movimento Democrata, de François Bayrou, com 7,61 por cento.
A Frente Nacional, de Jean-Marie Le Pen, sofreu uma acentuada erosão eleitoral, registando apenas 4,38 por cento, o que constitui o prior resultado da extrema-direita nas últimas três décadas.
Em quinto lugar surge o Partido Comunista Francês, com 4,21 por cento, seguindo-se os Verdes com 3,41.
As eleições de domingo ficaram marcadas por uma abstenção recorde, que se situou em 39,46 por cento, contrastando com a participação histórica no sufrágio presidencial, realizado em Abril/Maio, que rondou os 84 por cento de votantes.
A segunda volta das legislativas francesas tem lugar no próximo domingo, 17, para a qual os partidos de esquerda já apelaram a «uma desistência republicana», de modo a concentrar votos no candidato de esquerda melhor colocado, independentemente da sua origem partidária, para derrotar o adversário da direita e garantir a maior representação possível no futuro parlamento.
Contudo, as projecções atribuem uma esmagadora maioria de deputados na bancada da direita (entre 360 a 420), enquanto os socialistas poderão eleger entre 120 a 170 deputados.
O Partido Comunista Francês deverá manter a votação obtida em 2002 (4,82%), resultado que na altura lhe permitiu constituir um grupo parlamentar com 21 deputados.