Pré-campanha eleitoral

CDU com propostas para Lisboa

A CDU defendeu, quinta-feira, a extinção do Campo de Tiro de Monsanto, alertando para os perigos de contaminação dos solos pela acumulação de chumbo naquela área do parque.

Há 50 anos Lisboa não se tinha estendido até aqui

«Isto que estamos a ouvir são tiros no clube de tiro a chumbo de Monsanto. São décadas e décadas de acumulação de chumbo nos solos, com todos os problemas que isso tem para os lençóis freáticos», alertou Ruben de Carvalho.
O cabeça de lista da CDU falava aos jornalistas numa acção de pré-campanha para as eleições intercalares em Lisboa, no Espaço Monsanto, durante a qual apresentou as prioridades da CDU para a revalorização daquele parque florestal.
Sempre com o ruído dos disparos como pano de fundo, Ruben de Carvalho criticou a anterior maioria PSD na Câmara Municipal por ter recusado uma proposta da CDU que previa a não renovação da licença de concessão ao campo de tiro.
«A nossa proposta foi recusada pelo PSD com o argumento peregrino de que se ia tentar encontrar outra localização. Este é o tipo de argumento ideal para permitir que o campo de tiro permaneça em Monsanto por mais dez anos», criticou.
A necessidade de retirar o campo de tiro a chumbo instalado em Monsanto há cerca de 50 anos é reconhecida por todas as forças políticas, mas a situação tem-se arrastado sem uma decisão por parte da câmara, frisou.
«Há 50 anos Lisboa não se tinha estendido até aqui mas hoje todos concordam, pelo menos oralmente, que esta situação é inaceitável», acrescentou Ruben de Carvalho.
O alargamento da área florestal do parque, com a integração de áreas militares que estão desactivadas, a recuperação de equipamentos degradados, conclusão das ciclovias e o encerramento de «redes viárias redundantes» tornando-as pedonais são outras propostas da CDU para Monsanto.

Mais segurança

Dias antes, após uma reunião com a Federação Portuguesa do Táxi – estrutura que tem 1100 associados na cidade – Ruben de Carvalho apelou à criação de uma central de compras para os táxis de Lisboa e o reforço da segurança dos profissionais.
O apoio, através da cedência dos terrenos, à criação de uma central de compras de material e serviços «é uma questão central» para a defesa do sector do táxi, e uma reivindicação antiga dos profissionais, referiu aos jornalistas.


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