
- Nº 1749 (2007/06/6)
Pré-campanha eleitoral
CDU com propostas para Lisboa
Nacional
A CDU defendeu, quinta-feira, a extinção do Campo de Tiro de Monsanto, alertando para os perigos de contaminação dos solos pela acumulação de chumbo naquela área do parque.
«Isto que estamos a ouvir são tiros no clube de tiro a chumbo de Monsanto. São décadas e décadas de acumulação de chumbo nos solos, com todos os problemas que isso tem para os lençóis freáticos», alertou Ruben de Carvalho.
O cabeça de lista da CDU falava aos jornalistas numa acção de pré-campanha para as eleições intercalares em Lisboa, no Espaço Monsanto, durante a qual apresentou as prioridades da CDU para a revalorização daquele parque florestal.
Sempre com o ruído dos disparos como pano de fundo, Ruben de Carvalho criticou a anterior maioria PSD na Câmara Municipal por ter recusado uma proposta da CDU que previa a não renovação da licença de concessão ao campo de tiro.
«A nossa proposta foi recusada pelo PSD com o argumento peregrino de que se ia tentar encontrar outra localização. Este é o tipo de argumento ideal para permitir que o campo de tiro permaneça em Monsanto por mais dez anos», criticou.
A necessidade de retirar o campo de tiro a chumbo instalado em Monsanto há cerca de 50 anos é reconhecida por todas as forças políticas, mas a situação tem-se arrastado sem uma decisão por parte da câmara, frisou.
«Há 50 anos Lisboa não se tinha estendido até aqui mas hoje todos concordam, pelo menos oralmente, que esta situação é inaceitável», acrescentou Ruben de Carvalho.
O alargamento da área florestal do parque, com a integração de áreas militares que estão desactivadas, a recuperação de equipamentos degradados, conclusão das ciclovias e o encerramento de «redes viárias redundantes» tornando-as pedonais são outras propostas da CDU para Monsanto.
Mais segurança
Dias antes, após uma reunião com a Federação Portuguesa do Táxi – estrutura que tem 1100 associados na cidade – Ruben de Carvalho apelou à criação de uma central de compras para os táxis de Lisboa e o reforço da segurança dos profissionais.
O apoio, através da cedência dos terrenos, à criação de uma central de compras de material e serviços «é uma questão central» para a defesa do sector do táxi, e uma reivindicação antiga dos profissionais, referiu aos jornalistas.