Governo deve assumir os seus erros

CNA contra penalizações aos agricultores

A CNA exortou o Governo a «assumir inequivocamente» que os agricultores e organizações agrícolas não serão penalizados por causa dos atrasos verificados na campanha de candidatura às ajudas das Política Agrícola Comum (PAC).

Esta campanha deveria ter começado no início de Fevereiro

A direcção da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) reconheceu, entretanto, que, recentemente, o ministro da Agricultura afirmou que «nenhum agricultor ficará sem receber as ajudas a que tiver direito», mas exigiu que sejam assumidos «alguns compromissos preto no branco e não apenas declarações avulsas».
Em comunicado, a CNA lembrou que no dia 15 de Maio terminou o prazo regulamentar para a apresentação das candidaturas dos agricultores às ajudas da PAC e que ainda é possível fazê-lo até dia 9 de Junho, «mas já sujeitas a penalizações (grandes descontos nos pagamentos) sobre os agricultores».
«Esta campanha de recepção de candidaturas através do “iDigital” (sistema informático on-line) começou, e mal, praticamente há apenas um mês, quando normalmente deveria ter começado no início de Fevereiro», criticou.
«Tal como o Ministério da Agricultura já reconheceu, a actual campanha de recepção tem sido muito dificultada pela tardia e deficiente entrada em funcionamento do novo e complexo sistema “iDigital on-line”, que impôs sem ter sido testado antes» e «ignorando ostensivamente todas as advertências» feitas durante mais de meio ano, sublinhou a CNA no comunicado.
Entretanto já terão sido processadas e submetidas ao Instituto do Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) mais de 50 por cento das candidaturas. Neste âmbito, a confederação defendeu que «deve ser assacado» ao Ministério da Agricultura e ao Governo «toda a responsabilidade pelo sucedido e pelas prováveis más consequências».
A CNA considerou ainda que só o «grande sentido de responsabilidade das organizações agrícolas», a «(re)comprovada paciência dos agricultores» e o «trabalho intenso noite e dia, feriados e fins-de-semana de técnicos e dirigentes» possibilitaram que, «em menos de um mês de campanha efectiva, já se tivesse recolhido um número tão significativo de candidaturas».


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