Irão tenta acordo com UE
Ancara foi o local escolhido pelo Irão e pela União Europeia (UE) para iniciarem, no final da semana passada, negociações bilaterais sobre o polémico dossier nuclear iraniano, em causa desde 2002, quando os EUA acusaram o governo de Teerão de procurar desenvolver capacidade de produção nuclear com o objectivo de possuir a bomba atómica. O Irão rejeita e diz que o programa visa exclusivamente a superação das carências energéticas do país.
Na capital da Turquia, Ali Larijani, responsável pelo programa nuclear iraniano, e Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa da UE, mantiveram conversações visando a resolução do conflito diplomático internacional, mas à saída do encontro sustentaram leituras diferentes sobre o sucedido.
Para Larijani, existe margem «para um ponto de vista comum», até porque, destacou, «o nosso objectivo [do Irão] é tentar encontrar um modelo conjunto que possa ajudar a solucionar o problema». «A melhor abordagem é encontrar uma solução negociada baseada na lei e nas regras e regulamentos internacionais», acrescentou Larijani.
Já o responsável pelos negócios estrangeiros de Bruxelas considerou o encontro como «um passo importante» para que as partes se «compreendam melhor mutuamente», mas, salvaguardando-se numa posição cautelosa, adiantou que «não podemos fazer milagres».
Posteriormente, antes de participar num encontro de académicos e políticos europeus e norte-americanos, o qual decorreu sexta-feira na capital Belga, Bruxelas, Solana desvendou ao que se referia quando falou em «milagres» e esclareceu que «neste momento, vale a pena os EUA abrirem um canal de comunicação com o Irão».
Da parte do departamento de Estado norte-americano a reacção foi de desvalorização dos esforços diplomáticos. Para Washington o resumo das conversações demonstra que não existiram «quaisquer progressos significativos».
Dentro de uma semana e meia, Larijani e Solana deverão voltar a encontrar-se na Turquia. À mesa das negociações estará a resolução aprovada recentemente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e o regresso dos inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica às instalações de Natanz.
Na capital da Turquia, Ali Larijani, responsável pelo programa nuclear iraniano, e Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa da UE, mantiveram conversações visando a resolução do conflito diplomático internacional, mas à saída do encontro sustentaram leituras diferentes sobre o sucedido.
Para Larijani, existe margem «para um ponto de vista comum», até porque, destacou, «o nosso objectivo [do Irão] é tentar encontrar um modelo conjunto que possa ajudar a solucionar o problema». «A melhor abordagem é encontrar uma solução negociada baseada na lei e nas regras e regulamentos internacionais», acrescentou Larijani.
Já o responsável pelos negócios estrangeiros de Bruxelas considerou o encontro como «um passo importante» para que as partes se «compreendam melhor mutuamente», mas, salvaguardando-se numa posição cautelosa, adiantou que «não podemos fazer milagres».
Posteriormente, antes de participar num encontro de académicos e políticos europeus e norte-americanos, o qual decorreu sexta-feira na capital Belga, Bruxelas, Solana desvendou ao que se referia quando falou em «milagres» e esclareceu que «neste momento, vale a pena os EUA abrirem um canal de comunicação com o Irão».
Da parte do departamento de Estado norte-americano a reacção foi de desvalorização dos esforços diplomáticos. Para Washington o resumo das conversações demonstra que não existiram «quaisquer progressos significativos».
Dentro de uma semana e meia, Larijani e Solana deverão voltar a encontrar-se na Turquia. À mesa das negociações estará a resolução aprovada recentemente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e o regresso dos inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica às instalações de Natanz.