Sérvios e russos contra independência
A Sérvia rejeita a proposta de independência da região do Kosovo elaborada pelo mediador nomeado pela ONU, Martti Ahtisaari.
A posição de Belgrado foi expressa na reunião entre o diplomata enviado pelas Nações Unidas, Johan Verbeke, e os primeiro-ministro e presidente sérvios, Vojislav Kostunica, e Boris Tadic, ocorrida no passado dia 26, em Belgrado.
De acordo com as declarações de um dos conselheiros de Kostunica à imprensa local, Slobodan Samardzic, os sérvios aceitam a obrigatoriedade de apresentação de «garantias» à «comunidade internacional», mas estão contra a proclamação unilateral de independência de uma parcela do seu território, preferindo o caminho de um estatuto baseado numa ampla autonomia inserida na administração central da Sérvia.
A posição sérvia foi subscrita, entretanto, pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Vladimir Titov. Titov considerou a proposta de Ahtisaari «inaceitável» e revelou que quando esta for apresentada em Nova Iorque «não será aprovada no Conselho de Segurança da ONU». Moscovo anuncia assim o uso do direito de veto enquanto membro permanente do CS.
Deslocados desprezados pela ONU
Durante a visita de três dias da missão da ONU, o chefe do executivo sérvio denunciou ainda o incumprimento por parte das Nações Unidas dos princípios democráticos inscritos na resolução 1244.
Koustunica afirmou que desde que a organização passou a administrar o território do Kosovo, em 1999, na sequência dos bombardeamentos da Nato contra a ex-Jugoslávia, à população de origem sérvia não têm sido garantidas as condições mínimas de segurança, sobretudo no que ao regresso à região diz respeito.
O medo de represálias e o assédio violento das milícias albanesas são as principais razões que demovem os milhares de servo-kosovares a voltarem às suas casas de forma organizada, sustentável e segura, revelou Koustunica.
Afastados pela guerra e pelos ataques dos grupos armados do UCK há oito anos, milhares sérvios do Kosovo reuniram-se junto à fronteira para reivindicarem o direito a voltarem à sua terra e protestarem contra incúria da ONU nesta matéria.
Os kosovares de origem albanesa reafirmam que a independência é a única solução que os contenta.
A posição de Belgrado foi expressa na reunião entre o diplomata enviado pelas Nações Unidas, Johan Verbeke, e os primeiro-ministro e presidente sérvios, Vojislav Kostunica, e Boris Tadic, ocorrida no passado dia 26, em Belgrado.
De acordo com as declarações de um dos conselheiros de Kostunica à imprensa local, Slobodan Samardzic, os sérvios aceitam a obrigatoriedade de apresentação de «garantias» à «comunidade internacional», mas estão contra a proclamação unilateral de independência de uma parcela do seu território, preferindo o caminho de um estatuto baseado numa ampla autonomia inserida na administração central da Sérvia.
A posição sérvia foi subscrita, entretanto, pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Vladimir Titov. Titov considerou a proposta de Ahtisaari «inaceitável» e revelou que quando esta for apresentada em Nova Iorque «não será aprovada no Conselho de Segurança da ONU». Moscovo anuncia assim o uso do direito de veto enquanto membro permanente do CS.
Deslocados desprezados pela ONU
Durante a visita de três dias da missão da ONU, o chefe do executivo sérvio denunciou ainda o incumprimento por parte das Nações Unidas dos princípios democráticos inscritos na resolução 1244.
Koustunica afirmou que desde que a organização passou a administrar o território do Kosovo, em 1999, na sequência dos bombardeamentos da Nato contra a ex-Jugoslávia, à população de origem sérvia não têm sido garantidas as condições mínimas de segurança, sobretudo no que ao regresso à região diz respeito.
O medo de represálias e o assédio violento das milícias albanesas são as principais razões que demovem os milhares de servo-kosovares a voltarem às suas casas de forma organizada, sustentável e segura, revelou Koustunica.
Afastados pela guerra e pelos ataques dos grupos armados do UCK há oito anos, milhares sérvios do Kosovo reuniram-se junto à fronteira para reivindicarem o direito a voltarem à sua terra e protestarem contra incúria da ONU nesta matéria.
Os kosovares de origem albanesa reafirmam que a independência é a única solução que os contenta.