Comunistas contra Relatório de Gestão

«Marasmo» em Loures

A Câmara de Loures votou, no início do mês, com a oposição da CDU, o Relatório de Gestão da autarquia do anos de 2006.
Em nota ao Avante!, os eleitos do PCP lamentaram o «marasmo» que a maioria PS teima em impor ao concelho, o que comprova o «deserto de ideias e soluções que caracteriza a sua gestão municipal».
Para os comunistas, mais preocupante ainda «é o anuncio que este relatório faz do futuro imediato». «O que nos diz então com mais detalhe este relatório?», interrogam-se, informando «que as receitas do Imposto Municipal sobre Imóveis e Imposto Municipal sobre Transacções, aumentaram 15 e 11,8 por cento, respectivamente, em relação ao ano anterior, totalizando um aumento de 6,7 milhões de euros, provando que a redução da taxa não era só socialmente importante, como era possível a proposta então feita pela CDU nesse sentido e recusada».
No que concerne às despesas correntes, estas aumentaram 12,3 por cento em relação a 2005, devendo-se este aumento sobretudo às aquisições de bens e serviços, tendo estas aumentado 27,2 por cento. Os encargos com a estrutura subiram globalmente oito por cento, pese embora a actualização salarial de 1,5 por cento imposta aos trabalhadores pelo Governo, a par do congelamento das progressões.
«Espantoso é o facto de se terem gasto 2,8 milhões de euros com avenças, enquanto se gastou de fundos municipais 12681 euros com a formação dos 1663 trabalhadores da Câmara», acentuou a CDU, frisando que «caiu por terra a imagem de contenção e poupança, propagandeada para esconder a incapacidade de realização e a ineficiência, bem visíveis em obras que, previstas para demorar alguns meses, se arrastam por anos como é o caso da Avenida Estado da Índia em Sacavém e da ponte sobre o Rio Loures».

Porto
Contas municipais


A CDU chumbou, na passada semana, o relatório e contas de 2006 da Câmara do Porto, tendo detectado situações que suscitam profundas preocupações. Considerou ainda que as operações contabilistas «são muito pouco transparentes», razão pela qual a CDU irá solicitar um cabal esclarecimento de cada uma delas.
Para os eleitos do PCP, segundo denunciaram, «os resultados alcançados ficam aquém daqueles que eram expectáveis a partir do Orçamento de 2006», «parte das melhorias resultam de uma significativa diminuição do investimento na cidade e na qualidade dos serviços prestados aos munícipes», «mantém-se elevadas despesas em áreas que se podem considerar supérfluas», «mantém uma inadmissível incapacidade do município aumentar as receitas decorrentes da sua actividade» e «procede-se a operações contabilísticas cujo o verdadeiro conteúdo convém esmiuçar e que, objectivamente, contribuem para maquilhar as contas, melhorando de uma forma apenas aparente os seus indicadores».


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