Bolívia

Direita tenta travar progresso

O governo boliviano acusa a direita do país de tentar boicotar os processos de nacionalização dos recursos petrolíferos e de reforma agrária em curso no país.
Segundo Héctor Arce, responsável pela coordenação do executivo liderado por Evo Morales, os eleitos do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), Poder Democrático Social (Podemos) e Unidade Nacional (UN) aprovaram no senado um pacote legislativo que contraria as decisões e contratos entretanto postos em marcha no âmbito dos projectos de rentabilização do gás e do petróleo e da democratização da terra no país.
Antes do tema ser discutido pelos deputados no parlamento nacional, Arce acusou ainda os representantes da oligarquia nacional e do capital internacional no senado de La Paz de impedirem a responsabilização do ex-chefe de Estado, Jorge Tuto Quiroga, líder do Podemos, indiciado pela justiça por ter lesado os interesses do povo e do estado boliviano em favor das multinacionais do sector da energia.

Começam a colher-se os frutos

Paralelamente, e enquanto não avançam inteiramente todos os projectos previstos pelo governo de Morales em matéria de propriedade da terra e de exploração dos recursos do subsolo – projectos que deverão render ao erário público, até 2010, mais de três mil milhões de dólares – começam a ser divulgados os primeiros resultados dos programas entretanto iniciados.
De acordo com dados oficiais, em cerca de um ano, a nacionalização dos hidrocarbonetos rendeu ao estado boliviano qualquer coisa como 1200 milhões de dólares, valor quatro vezes superior ao anteriormente registado.
O aumento dos impostos sobre as empresas petrolíferas estrangeiras, de 50 para 82 por cento, e o aumento da capacidade de negociação do preço do gás natural no mercado internacional também contribuíram decisivamente para o crescimento dos ingressos estatais, dinheiro usado, por exemplo, para iniciativas públicas contra o abandono escolar e a desnutrição infantil, ou a alfabetização de largas camadas populares.
No contexto do subcontinente sul-americano, a Bolívia é o segundo país em termos reservas de petróleo, depois da Venezuela. O gás natural e o lítio são outras das riquezas naturais muito cobiçadas. A Bolívia é o segundo país do mundo com mais reservas de gás, concentrado nas províncias de Cochabamba, Santa Cruz, Chuquisaca e Tarija, e o primeiro no que àquele metal concerne, soterrado pela maior planície de sal do planeta.


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