Tribunal militar julga jornalistas
O início do julgamento, por um tribunal militar, dos jornalistas Sandro Brotz, Beat Jost e Christoph Grenacher estava marcado para anteontem, dia 17, pelo «crime» de divulgação de um documento dos serviços secretos suíços que testemunhava a existência de prisões secretas da CIA na Europa.
A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) condenou a decisão das autoridades helvéticas e reclamou a transferência do processo para a justiça civil. «Os jornalistas, enquanto civis, devem ser julgados em tribunais civis», declarou o presidente da FEJ, Arne König, sublinhando que «é irónico que no país anfitrião da Convenção de Genebra haja jornalistas a serem acusados por um tribunal militar por terem relatado abusos dos direitos humanos».
Segundo a FEJ, esta não é a primeira vez que as autoridades suíças tentam intimidar jornalistas para impedir a publicação de informações secretas, havendo casos de repórteres multados por artigos sobre assuntos militares e até uma condenação de um jornalista a 20 dias de prisão, em 2006, por ter noticiado debilidades de construção num bunker.
A Suíça é o único país da Europa em que os tribunais militares têm competência para julgar civis, situação que contraria a Carta das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, à qual os helvéticos aderiram há cerca de cinco anos.
Os factos imputados aos réus referem-se à publicação de um fax proveniente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto, no qual, pela primeira vez, um estado confirmou a existência de prisões da CIA na Europa e comprovou que o governo suíço estava ao corrente da situação há vários meses.
Sandro Brotz e Beat Jost dedicaram um livro a este caso, onde denunciam as pressões a que foram sujeitos por parte do conselho federal do governo suíço. A publicação do comprometedor documento no semanário Sonntags-Blick só foi possível graças à determinação e apoio do chefe de redacção, Christoph Grenacher, que agora também está sentado no banco dos réus.
A Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) condenou a decisão das autoridades helvéticas e reclamou a transferência do processo para a justiça civil. «Os jornalistas, enquanto civis, devem ser julgados em tribunais civis», declarou o presidente da FEJ, Arne König, sublinhando que «é irónico que no país anfitrião da Convenção de Genebra haja jornalistas a serem acusados por um tribunal militar por terem relatado abusos dos direitos humanos».
Segundo a FEJ, esta não é a primeira vez que as autoridades suíças tentam intimidar jornalistas para impedir a publicação de informações secretas, havendo casos de repórteres multados por artigos sobre assuntos militares e até uma condenação de um jornalista a 20 dias de prisão, em 2006, por ter noticiado debilidades de construção num bunker.
A Suíça é o único país da Europa em que os tribunais militares têm competência para julgar civis, situação que contraria a Carta das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, à qual os helvéticos aderiram há cerca de cinco anos.
Os factos imputados aos réus referem-se à publicação de um fax proveniente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto, no qual, pela primeira vez, um estado confirmou a existência de prisões da CIA na Europa e comprovou que o governo suíço estava ao corrente da situação há vários meses.
Sandro Brotz e Beat Jost dedicaram um livro a este caso, onde denunciam as pressões a que foram sujeitos por parte do conselho federal do governo suíço. A publicação do comprometedor documento no semanário Sonntags-Blick só foi possível graças à determinação e apoio do chefe de redacção, Christoph Grenacher, que agora também está sentado no banco dos réus.