Milhões manifestam-se nas ruas
Os povos da América Latina protestaram amplamente contra a visita de Bush ao subcontinente, iniciativas gigantescas que nem a repressão das autoridades conseguiu travar.
«Do Brasil ao México ocorreram mobilizações gigantescas»
Na bagagem para o périplo pela região que os EUA sempre consideraram como um feudo, o presidente norte-americano trouxe mais da mesma política falida, e nem a operação de charme realizada antecipadamente em Washington junto de alguns órgãos de comunicação social locais conseguiu convencer os povos a ficarem em casa enquanto o imperialismo acrescentava propostas de miséria, domínio e subjugação.
Contra os tratados de livre comércio (TLC’s), a presença armada e as bases militares em vastas áreas do cone Sul e do mundo, as guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão; contra o patrocínio norte-americano à política de miséria do FMI e do Banco Mundial, a pretensa guerra contra o «terrorismo», os abusos, a tortura e as prisões secretas; contra as campanhas e ingerências nas opções de cada povo e país, por uma política soberana, de justiça social e pelo combate à exploração, milhões de sul-americanos acompanharam a passagem de Bush pelos respectivos países deixando claro o generalizado repúdio popular pela presença do líder norte-americano.
Do Brasil ao México ocorreram mobilizações gigantescas. Em São Paulo, onde Bush e Lula da Silva assinaram um acordo de colaboração em matéria de produção e promoção de combustíveis à base de etanol, centenas de milhares de brasileiros encheram a Avenida Paulista rompendo as fortes medidas de segurança impostas pelas autoridades.
Horas depois, na capital do Uruguai, dezenas de milhares de trabalhadores, estudantes e camponeses repetiram a mobilização. Do outro lado do Rio da Prata, em Buenos Aires, o presidente Venezuelano juntava-se a 40 mil pessoas num estádio de futebol num comício pela independência política, económica e pelo socialismo (ver peça à parte).
Em Bogotá, na Colômbia, forças policiais e do exército carregaram sobre o povo, cenário que se repetiu na Guatemala deixando um saldo de dezenas de feridos e detidos. Em Mérida, no México, valas de três metros de altura protegiam o local do encontro entre Bush e Cálderon, imagem que expressa de forma pungente o isolamento que a política externa da Casa Branca enfrenta, do Estreito de Magalhães ao Rio Grande.
Contra os tratados de livre comércio (TLC’s), a presença armada e as bases militares em vastas áreas do cone Sul e do mundo, as guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão; contra o patrocínio norte-americano à política de miséria do FMI e do Banco Mundial, a pretensa guerra contra o «terrorismo», os abusos, a tortura e as prisões secretas; contra as campanhas e ingerências nas opções de cada povo e país, por uma política soberana, de justiça social e pelo combate à exploração, milhões de sul-americanos acompanharam a passagem de Bush pelos respectivos países deixando claro o generalizado repúdio popular pela presença do líder norte-americano.
Do Brasil ao México ocorreram mobilizações gigantescas. Em São Paulo, onde Bush e Lula da Silva assinaram um acordo de colaboração em matéria de produção e promoção de combustíveis à base de etanol, centenas de milhares de brasileiros encheram a Avenida Paulista rompendo as fortes medidas de segurança impostas pelas autoridades.
Horas depois, na capital do Uruguai, dezenas de milhares de trabalhadores, estudantes e camponeses repetiram a mobilização. Do outro lado do Rio da Prata, em Buenos Aires, o presidente Venezuelano juntava-se a 40 mil pessoas num estádio de futebol num comício pela independência política, económica e pelo socialismo (ver peça à parte).
Em Bogotá, na Colômbia, forças policiais e do exército carregaram sobre o povo, cenário que se repetiu na Guatemala deixando um saldo de dezenas de feridos e detidos. Em Mérida, no México, valas de três metros de altura protegiam o local do encontro entre Bush e Cálderon, imagem que expressa de forma pungente o isolamento que a política externa da Casa Branca enfrenta, do Estreito de Magalhães ao Rio Grande.