Igrejas denunciam venda de armas
As igrejas protestante e católica da Alemanha divulgaram, no dia 18, um relatório que denuncia uma acentuada subida das exportações de armamento e equipamento militar alemão com destino, sobretudo, a países em vias de desenvolvimento, ou seja, às chamadas zonas de conflito ou de alto risco.
Segundo os números apurados pela Conferência Comum Igreja e Desenvolvimento (GKKE), as vendas de armamento militar ao exterior registaram um aumento em valor superior a 40 por cento, no período entre 2004 e 2005, atingindo o montante global de 1,6 mil milhões de euros.
Sob a designação geral de equipamento militar, as exportações progrediram 11 por cento, para 4,2 mil milhões de euros, sendo que a parte destinada aos países em desenvolvimento duplicou num ano, atingindo 22 por cento do volume total. A organização aponta igualmente como motivo de preocupação a venda a Israel de veículos blindados passíveis de serem usados nos territórios palestinianos.
Neste sentido, o prelado Stephan Reimers, que preside à Conferência, lançou um apelo à chanceler alemã, Angela Merkel, para que inclua nas prioridades da presidência germânica da União Europeia a adopção condições mais restritivas à exportação de armamento do que as previstas no código de conduta em vigor na UE desde 1998.
A GKKE pretende que tal objectivo seja inscrito na Declaração de Berlim que os Vinte e Sete irão assinar em 25 de Março para assinalar o 50.º aniversário do Tratado de Roma.
Nos últimos anos, a Alemanha tornou-se o quarto maior exportador de armas convencionais, atrás da França, Rússia e Estados Unidos, sendo responsável por seis por cento das transacções mundiais neste mercado.
Sob a designação geral de equipamento militar, as exportações progrediram 11 por cento, para 4,2 mil milhões de euros, sendo que a parte destinada aos países em desenvolvimento duplicou num ano, atingindo 22 por cento do volume total. A organização aponta igualmente como motivo de preocupação a venda a Israel de veículos blindados passíveis de serem usados nos territórios palestinianos.
Neste sentido, o prelado Stephan Reimers, que preside à Conferência, lançou um apelo à chanceler alemã, Angela Merkel, para que inclua nas prioridades da presidência germânica da União Europeia a adopção condições mais restritivas à exportação de armamento do que as previstas no código de conduta em vigor na UE desde 1998.
A GKKE pretende que tal objectivo seja inscrito na Declaração de Berlim que os Vinte e Sete irão assinar em 25 de Março para assinalar o 50.º aniversário do Tratado de Roma.
Nos últimos anos, a Alemanha tornou-se o quarto maior exportador de armas convencionais, atrás da França, Rússia e Estados Unidos, sendo responsável por seis por cento das transacções mundiais neste mercado.