CTT em greve no dia 27

Está convocada para a próxima quarta-feira, 27 de Dezembro, uma greve geral nos Correios, «para salvaguardar a empresa, o serviço e os postos de trabalho», como refere o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações.
Em comunicado, distribuído segunda-feira, o SNTCT/CGTP-IN recorda que as lutas nos sectores do tratamento, distribuição e transportes representaram «um sério aviso à administração», que é apontada como a responsável pelo recurso à greve geral na empresa.
O sindicato acusa a administração dos CTT de, com a alteração do modelo organizativo e operacional, estar a preparar o caminho para que, da empresa, sejam separadas as suas partes rentáveis, quando o Governo decidir sobre a alienação de capital. Então, ficará a actual empresa «sem o suporte financeiro para prestar o serviço universal e público de correios» e «nessa altura ficariam em causa milhares de postos de trabalho».
No comunicado são denunciadas graves situações, exemplificativas da degradação da qualidade do serviço. «Só poderemos encarar o futuro com tranquilidade e com a certeza de que podemos continuar a prestar um serviço de qualidade, que fortaleça os CTT, num mercado concorrencial, com outra política e outra administração», afirma o sindicato.

Optimus

Os trabalhadores das empresas Autsource e Select, que prestam serviço para a Optimus, decidiram avançar para a greve geral, no dia 27, realizando nessa tarde uma concentração junto ao edifício da operadora telefónica, em Lisboa.
A luta foi decidida em plenário, no dia 14, na sede do SNTCT. «A única frase que estas empresas conhecem quando os trabalhadores lhes colocam qualquer questão é “está em análise”», protesta o sindicato, num comunicado em que aponta alguns dos problemas mais sentidos nas empresas: irregularidades no pagamento dos subsídios de Natal e de férias e no subsídio de maternidade, alterações de escalas de serviço sem acordo prévio dos trabalhadores, demora na entrega de documentos à Segurança Social (com atrasos em pagamentos desta aos trabalhadores), falta de «respeito e urbanidade» por parte das chefias.


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