Solidariedade todo o ano
A União dos Sindicatos de Lisboa inaugurou anteontem «a Árvore de Natal mais pequena da Europa», depois de ter promovido um desfile natalício pela baixa lisboeta, para chamar a atenção para a situação económica e social no distrito.
Enquanto uns estão a perder, outros enriquecem com a exploração
Mais de uma centena de dirigentes e activistas sindicais da USL/CGTP-IN desfilaram entre o Chiado e a Praça do Comércio, procurando sensibilizar a população para a necessidade de existir solidariedade durante todo o ano, e não apenas no período natalício. O coordenador da União, Arménio Carlos, disse à agência Lusa que o objectivo desta iniciativa simbólica foi salientar que os trabalhadores do distrito de Lisboa precisam de solidariedade todo o ano, que só pode ser conseguida com base na coesão social. Ora, «este Natal não é igual para todos, pois enquanto uns estão a perder muito, outros continuam a enriquecer à custa da exploração».
Ao longo do desfile pela baixa lisboeta, os representantes dos trabalhadores do distrito distribuíram um documento e um postal de Boas Festas à população. Foram entoadas quadras alusivas aos problemas sociais e laborais mais sentidos no distrito, tais como o agravamento do custo de vida, os baixos salários, os salários em atraso, o aumento do desemprego e da precariedade. A propósito, Arménio Carlos referiu que no distrito de Lisboa existem 200 mil trabalhadores com vínculos precários, metade dos quais são jovens.
No final do desfile, foi «inaugurada» uma pequena árvore de Natal, na Praça do Comércio, que ficou rodeada com presentes a simbolizar os motivos que têm levado ao aumento do descontentamento entre as classes laboriosas.
Para ontem à tarde, o Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul convocou uma acção, a realizar no Rossio, em Lisboa, com o objectivo de denunciar a precariedade no sector.
Hoje na Guarda
Para hoje à tarde, a União dos Sindicatos da Guarda anunciou a realização de uma acção de protesto, frente ao Governo Civil do distrito, para mostrar publicamente «as prendas do Governo e do patronato», bem como as reivindicações dos trabalhadores dos diferentes sectores de actividade.
Ao longo do desfile pela baixa lisboeta, os representantes dos trabalhadores do distrito distribuíram um documento e um postal de Boas Festas à população. Foram entoadas quadras alusivas aos problemas sociais e laborais mais sentidos no distrito, tais como o agravamento do custo de vida, os baixos salários, os salários em atraso, o aumento do desemprego e da precariedade. A propósito, Arménio Carlos referiu que no distrito de Lisboa existem 200 mil trabalhadores com vínculos precários, metade dos quais são jovens.
No final do desfile, foi «inaugurada» uma pequena árvore de Natal, na Praça do Comércio, que ficou rodeada com presentes a simbolizar os motivos que têm levado ao aumento do descontentamento entre as classes laboriosas.
Para ontem à tarde, o Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul convocou uma acção, a realizar no Rossio, em Lisboa, com o objectivo de denunciar a precariedade no sector.
Hoje na Guarda
Para hoje à tarde, a União dos Sindicatos da Guarda anunciou a realização de uma acção de protesto, frente ao Governo Civil do distrito, para mostrar publicamente «as prendas do Governo e do patronato», bem como as reivindicações dos trabalhadores dos diferentes sectores de actividade.