Sector ameaçado
Os ministros da União Europeia começaram a discutir, na segunda-feira, 11, a directiva adoptada em 18 de Outubro que prevê a liberalização total do mercado postal a partir de 2009.
A liberalização põe em causa a prestação do serviço universal
A abertura aos privados do correio inferior a 50 gramas pode ser o golpe derradeiro que levará à destruição dos operadores públicos que até asseguram a universalidade deste serviço essencial às populações.
Nas discussões interministeriais agora iniciadas, a Alemanha, Suécia, Holanda, Grã-Bretanha e Finlândia defendem a proposta liberalizadora. Outros, designadamente a França, Itália e Polónia, exigiram garantias à Comissão para proteger o serviço universal de qualidade.
O governo francês assumiu uma posição de firmeza, sublinhando que «caso não sejam dadas as garantias necessárias, a França exigirá a manutenção de um serviço reservado», declarou o ministro da Indústria, François Loos.
Loos acrescentou que, para o seu governo, a data prevista para a liberalização (2009) «é meramente indicativa e em nenhum caso poderá ser imperativa».
Varsóvia exigiu um «ritmo que tenha em conta as situações diferentes dos Estados-membros», considerando importante criar um período de transição, antes de expor o mercado à concorrência total.
Experiências desastrosas
As reservas que alguns estados manifestam encontram fundamento nas experiências de liberalização já efectuadas em diversos países. Na Suécia, país que na Europa foi pioneiro na abertura deste mercado, o concorrente privado depressa se afundou em dificuldades financeiras. O operador público, Sweden Post, foi obrigado a comprá-lo, a pedido do governo, para evitar que caísse nas mãos dos correios noruegueses. Na Argentina, a entrada dos privados conduziu simplesmente à falência da empresa pública.
Em todos os casos, a liberalização traduziu-se na destruição maciça de postos de trabalho. Na Grã-Bretanha, a Royal Mail suprimiu 35 mil empregos em 2005 e prepara um programa ainda mais vasto de redução de efectivos.
Nas discussões interministeriais agora iniciadas, a Alemanha, Suécia, Holanda, Grã-Bretanha e Finlândia defendem a proposta liberalizadora. Outros, designadamente a França, Itália e Polónia, exigiram garantias à Comissão para proteger o serviço universal de qualidade.
O governo francês assumiu uma posição de firmeza, sublinhando que «caso não sejam dadas as garantias necessárias, a França exigirá a manutenção de um serviço reservado», declarou o ministro da Indústria, François Loos.
Loos acrescentou que, para o seu governo, a data prevista para a liberalização (2009) «é meramente indicativa e em nenhum caso poderá ser imperativa».
Varsóvia exigiu um «ritmo que tenha em conta as situações diferentes dos Estados-membros», considerando importante criar um período de transição, antes de expor o mercado à concorrência total.
Experiências desastrosas
As reservas que alguns estados manifestam encontram fundamento nas experiências de liberalização já efectuadas em diversos países. Na Suécia, país que na Europa foi pioneiro na abertura deste mercado, o concorrente privado depressa se afundou em dificuldades financeiras. O operador público, Sweden Post, foi obrigado a comprá-lo, a pedido do governo, para evitar que caísse nas mãos dos correios noruegueses. Na Argentina, a entrada dos privados conduziu simplesmente à falência da empresa pública.
Em todos os casos, a liberalização traduziu-se na destruição maciça de postos de trabalho. Na Grã-Bretanha, a Royal Mail suprimiu 35 mil empregos em 2005 e prepara um programa ainda mais vasto de redução de efectivos.