sobre Casa do Douro
Governo copia PSD
«Um escândalo político», assim classificou o deputado comunista Agostinho Lopes a resposta a um requerimento seu sobre a Casa do Douro onde o Ministro da Agricultura reproduz, textualmente, a argumentação aduzida por um membro do anterior Governo PSD-CDS/PP.
O Governo revela arrogância e insensatez política
A novidade não reside no facto de um Governo PS, mais uma vez, «não rectificar, não emendar, não alterar, não corrigir a política que tão veementemente contestava» quando estava na oposição. Que as políticas do PS e do PSD não diferem nas questões substantivas e nas grandes opções, já o sabíamos.
Agora que o PS nem se dê ao trabalho de simular diferenças e assuma claramente a continuidade da política que antes dizia condenar, chegando ao cúmulo de recorrer ipsis verbis às palavras de um secretário de Estado do Governo PSD-CDS/PP, isso, sim, como sublinhou o deputado do PCP, comporta «uma novidade absoluta».
Que só pode ser vista como um verdadeiro escândalo e suscitar vivo repúdio, na perspectiva da bancada comunista, que lamenta o facto de o Governo e a sua maioria assim o não entenderem, o que «não deixa de ser um grave sinal de arrogância e insensatez políticas, nada bom para a democracia».
Sinais perigosos
Um sinal que Agostinho Lopes interpreta como mais «mais grave» do que o sucedido com a resposta ao requerimento, uma vez que, observou, depois de ele próprio ter alertado Jaime Silva em recente audição parlamentar para o teor da missiva, dizendo-lhe que não seria certamente da sua autoria, o titular da pasta da Agricultura em vez de mandar apurar responsabilidades pelo sucedido no interior dos seus serviços, ao contrário, manda proceder a uma Auditoria às Contas da Casa do Douro.
«Em vez de exigir que lhe fossem dadas as respostas adequadas que os questionamentos exigiam sobre o estado, hoje, do cumprimento dos protocolos Casa do Douro/Estado, "considerou" boas e históricas as respostas dadas em 2003», criticou Agostinho Lopes.
Este mais recente episódio protagonizado por aquele governante, a juntar a outras suas declarações públicas, bem como ao comportamento de deputados do PS na comissão de agricultura, vêm, aliás, segundo Agostinho Lopes, demonstrar que o PS, chegado ao Governo, «vira a agulha de 180º» e, «sem qualquer rebate de consciência política», prossegue «a mesma argumentação, os mesmos truques de baixa política, a mesma guerra contra o Douro e os Durienes» iniciada em 1986 por um governo do PSD/Cavaco Silva.
Manifesto pelo Douro
Saudada por Agostinho Lopes, que proferia uma declaração política em nome da bancada comunista, foi, noutro plano, a iniciativa de 12 párocos da Zona Pastoral do Douro I da Diocese de Vila Real que subscreveram o texto «Comemorando os 250 anos da Região Demarcada do Douro – Perplexidades e Preocupações». Trata-se de um «verdadeiro Manifesto pelo Douro», onde são analisados os problemas da região, suas causas e respostas, numa perspectiva convergente com a análise feita pelo PCP, sublinhou Agostinho Lopes, que prestou homenagem à «lucidez» dos seus autores, bem como à sua «coragem e identificação "com o povo humilde do Douro"».
Agora que o PS nem se dê ao trabalho de simular diferenças e assuma claramente a continuidade da política que antes dizia condenar, chegando ao cúmulo de recorrer ipsis verbis às palavras de um secretário de Estado do Governo PSD-CDS/PP, isso, sim, como sublinhou o deputado do PCP, comporta «uma novidade absoluta».
Que só pode ser vista como um verdadeiro escândalo e suscitar vivo repúdio, na perspectiva da bancada comunista, que lamenta o facto de o Governo e a sua maioria assim o não entenderem, o que «não deixa de ser um grave sinal de arrogância e insensatez políticas, nada bom para a democracia».
Sinais perigosos
Um sinal que Agostinho Lopes interpreta como mais «mais grave» do que o sucedido com a resposta ao requerimento, uma vez que, observou, depois de ele próprio ter alertado Jaime Silva em recente audição parlamentar para o teor da missiva, dizendo-lhe que não seria certamente da sua autoria, o titular da pasta da Agricultura em vez de mandar apurar responsabilidades pelo sucedido no interior dos seus serviços, ao contrário, manda proceder a uma Auditoria às Contas da Casa do Douro.
«Em vez de exigir que lhe fossem dadas as respostas adequadas que os questionamentos exigiam sobre o estado, hoje, do cumprimento dos protocolos Casa do Douro/Estado, "considerou" boas e históricas as respostas dadas em 2003», criticou Agostinho Lopes.
Este mais recente episódio protagonizado por aquele governante, a juntar a outras suas declarações públicas, bem como ao comportamento de deputados do PS na comissão de agricultura, vêm, aliás, segundo Agostinho Lopes, demonstrar que o PS, chegado ao Governo, «vira a agulha de 180º» e, «sem qualquer rebate de consciência política», prossegue «a mesma argumentação, os mesmos truques de baixa política, a mesma guerra contra o Douro e os Durienes» iniciada em 1986 por um governo do PSD/Cavaco Silva.
Manifesto pelo Douro
Saudada por Agostinho Lopes, que proferia uma declaração política em nome da bancada comunista, foi, noutro plano, a iniciativa de 12 párocos da Zona Pastoral do Douro I da Diocese de Vila Real que subscreveram o texto «Comemorando os 250 anos da Região Demarcada do Douro – Perplexidades e Preocupações». Trata-se de um «verdadeiro Manifesto pelo Douro», onde são analisados os problemas da região, suas causas e respostas, numa perspectiva convergente com a análise feita pelo PCP, sublinhou Agostinho Lopes, que prestou homenagem à «lucidez» dos seus autores, bem como à sua «coragem e identificação "com o povo humilde do Douro"».