PS não condena ataque à liberdade
A maioria PS, lado a lado com o PSD e CDS/PP, inviabilizou, surpreendentemente, faz hoje oito dias, um voto de protesto contra a ilegalização da União de Jovens Comunistas da República Checa (KSM), juventude partidária com ligações ao Partido Comunista da Boémia e Morávia.
Entre os subscritores do voto estavam deputados do PCP, de «Os Verdes» e do BE, mas também o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, Manuel Maria Carrilho, e o líder da JS, Pedro Nuno Santos. Nada fazia prever, pois, o chumbo pela bancada socialista, posição que viria a ser justificada em declaração de voto por Vera Jardim com alegadas «informações recolhidas nos últimos dias».
«Informações que pudemos recolher nos últimos dias não condizem inteiramente com o conteúdo do voto. A problemática da ilegalização de associações políticas está ligada a questões muito complexas de natureza constitucional», afirmou o deputado socialista, enredando-se numa teia de argumentos jurídicos para tentar justificar o injustificável, ou seja, evitar a condenação de um vil acto político persecutório de extrema gravidade. É que em causa, antes de tudo o mais, como salienta o voto e reiterou a bancada do PCP, «não é apenas a ilegalização de uma juventude partidária, é antes a ilegalização de uma ideologia e a criminalização de um pensamento político», uma grave limitação às liberdades dos cidadãos.
Significativa, por isso, pelo que testemunha de infidelidade a valores de coerência e de ética política, ficando ainda como um triste e obscuro exemplo de falta de coragem política, foi a posição dos deputados socialistas que subscreveram o texto, e, à última, estiveram ausentes no momento da votação. «Houve dados que não me foram inicialmente transmitidos», alegou o líder parlamentar socialista, confrontado com a questão.
Como se pudessem existir quaisquer outros dados relevantes susceptíveis de desvalorizar, diminuir ou apoucar a gravidade, essa sim, dos factos expostos no voto de protesto, como seja o de uma organização juvenil, depois de meses a fio sob ameaça, ser dissolvida e ilegalizada pelo governo da República Checa, ver as suas comunicações cortadas, nomeadamente o seu sítio de Internet e as suas caixas de correio electrónico.
Tudo isto na União Europeia que, como se lê no voto de protesto, deve ser um espaço construído «na base do respeito pelos direitos humanos e da democracia».
«Informações que pudemos recolher nos últimos dias não condizem inteiramente com o conteúdo do voto. A problemática da ilegalização de associações políticas está ligada a questões muito complexas de natureza constitucional», afirmou o deputado socialista, enredando-se numa teia de argumentos jurídicos para tentar justificar o injustificável, ou seja, evitar a condenação de um vil acto político persecutório de extrema gravidade. É que em causa, antes de tudo o mais, como salienta o voto e reiterou a bancada do PCP, «não é apenas a ilegalização de uma juventude partidária, é antes a ilegalização de uma ideologia e a criminalização de um pensamento político», uma grave limitação às liberdades dos cidadãos.
Significativa, por isso, pelo que testemunha de infidelidade a valores de coerência e de ética política, ficando ainda como um triste e obscuro exemplo de falta de coragem política, foi a posição dos deputados socialistas que subscreveram o texto, e, à última, estiveram ausentes no momento da votação. «Houve dados que não me foram inicialmente transmitidos», alegou o líder parlamentar socialista, confrontado com a questão.
Como se pudessem existir quaisquer outros dados relevantes susceptíveis de desvalorizar, diminuir ou apoucar a gravidade, essa sim, dos factos expostos no voto de protesto, como seja o de uma organização juvenil, depois de meses a fio sob ameaça, ser dissolvida e ilegalizada pelo governo da República Checa, ver as suas comunicações cortadas, nomeadamente o seu sítio de Internet e as suas caixas de correio electrónico.
Tudo isto na União Europeia que, como se lê no voto de protesto, deve ser um espaço construído «na base do respeito pelos direitos humanos e da democracia».