Confirma-se a política do mandato anterior

Balanço negativo em Lisboa

Quando se completa um ano de mandato da maioria de direita na Câmara de Lisboa, os eleitos do PCP denunciam a falta de estratégia do Executivo PSD/CDS-PP.

Uma falta de estratégia, global por parte do Executivo

«Todo o ano que passou caracteriza-se, antes de mais e sobretudo, por uma falta de estratégia, global por parte do Executivo. Isto não significa que não tenha acontecido nada. É evidente que há medidas mas, em nosso entender, há medidas avulsas, pelouro a pelouro, sendo por vezes dificilmente perceptível a sua lógica dentro de cada pelouro – e ainda mais difícil de perceber a eventual lógica no conjunto dos pelouros e no conjunto da acção do Executivo», denunciaram os eleitos comunistas.
Em nota à comunicação social, difundida na passada semana, os comunistas de Lisboa acentuaram ainda que não houve um corte com os erros do mandato anterior, «antes se insistindo no mesmo caminho cheio de erros». «Consideramos que esta situação resulta de uma realidade política que é talvez o mais grave problema: o facto de ser um Executivo de continuidade relativamente ao executivo que governou Lisboa nos quatro anos anteriores do actual mandato», lê-se no documento, acentuando que o facto «de não se ter cortado com a política anterior tem como consequência uma clara desconexão política».
Outro «gravíssimo» problema da Câmara de Lisboa é a galopante crise financeira, que não tem uma resolução à vista. «Encontram-se medidas avulsas, algumas das quais comportam não só políticas incorrectas como a de privilegiar a venda de património», acusam os eleitos do PCP, dando como exemplo a Quinta da Paz e o Palácio de Pombal.
No documento também são lembradas as reivindicações dos trabalhadores do município relativamente à abertura de concursos e reclassificações.

Posição mais firme

O atraso nas obras do Túnel do Rossio e a criticada remodelação da rede da Carris, bem como a paragem de elevadores, são outros assuntos sobre os quais os comunistas consideram que a maioria deveria ter uma atitude de maior firmeza.
O mesmo é sugerido nas relações com a administração do Porto de Lisboa, nomeadamente sobre uma nova área de espectáculos em Santos, sobre a qual dizem que se ouve falar, mas «não se sabe nada de concreto». O alargamento do terminal de contentores de Alcântara e a «falta de transferência da parcela das receitas do casino» destinada por lei à Câmara de Lisboa são outros assuntos que exigem «voz forte e activa.
«A importância que Lisboa tem como capital do País, de todos os pontos de vista, sejam políticos, culturais ou simbólicos, exige da parte da Câmara Municipal de Lisboa uma posição muito mais firme e muito mais enérgica, quer no seu relacionamento com outras entidades que intervêm na gestão de Lisboa, quer no seu relacionamento com o Governo Central. Mas não é isso que esta maioria tem demonstrado. Pelo contrário», termina o documento dos eleitos do PCP.

Silves
CDU exige demissão de presidente da Câmara

A CDU de Silves voltou a pedir a demissão da presidente da Câmara Municipal e admite apresentar uma moção de censura ao executivo na Assembleia Municipal, onde a oposição detém a maioria.
A posição dos comunistas de Silves foi anunciada em conferência de imprensa, onde apresentaram o balanço do primeiro ano de mandato do executivo de maioria PSD, liderado por Isabel Soares.
A CDU de Silves acusa Isabel Soares de, no primeiro ano de mandato, ter praticado várias irregularidades, colocando a câmara numa situação financeira «calamitosa», com ausência de rigor e medidas «do improviso e do desenrascanço, viradas para o imediato».
Segundo o PCP, a autarquia regista um passivo de 27 milhões de euros, com base na conta de gerência de 2005, apresentada em Março deste ano.
«Como as receitas rondam os 32 milhões de euros em 2006, estamos perante uma situação de comprovada falência técnica», acusaram os comunistas, baseando-se nos critérios da futura Lei das Finanças Locais.


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