APPO disposta ao diálogo
A Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) apelou ao presidente do México, Vicente Fox, para que aceite a proposta de estabelecimento de uma mesa de diálogo com vista à resolução política do conflito que se desenrola na região há mais de cinco meses.
Apesar da vontade em negociar, a APPO mantém as demandas fundamentais, isto é, a demissão do governador daquele Estado mexicano, Ulises Ruiz Ortiz, a retirada total das forças da Polícia Federal Preventiva e o fim das detenções de militantes e activistas do movimento em operações repressivas e persecutórias, como a que aconteceu , domingo passado, na Universidade Autónoma da cidade, local onde funciona a rádio da APPO.
No mesmo dia, em Oaxaca, a APPO promoveu uma manifestação com milhares de pessoas onde reiterou o apoio à luta dos professores e à manutenção da greve nas escolas até à plena satisfação das exigências de docentes e populares. Nos Estados de Jalisco e Sinaloa também se realizaram acções de protesto contra o governo e em solidariedade para com a luta travada pelo povo.
PPS apela à classe operária
Entretanto, em face dos recentes acontecimentos em Oaxaca, o Partido Popular Socialista do México(PPS) emitiu um comunicado, datado de 1 de Novembro, no qual «chama a classe operária e o povo do México, a classe operária e o povo de Oaxaca, em particular, a redobrar a luta, sem trégua, a organizar-se cada vez melhor, a mobilizar-se de maneira permanente».
O PPS considera que o «uso da força pública foi a resposta do governo de Fox às justas reivindicações do povo de Oaxaca», mas que «outra coisa não se podia esperar de um governo que desde sempre esteve divorciado das aspirações e interesses do povo, preocupando-se, ao invés, em servir com fidelidade o imperialismo yankee».
Acresce, para o PPS, que só a «atitude firme e serena do povo de Oaxaca» dos «homens e mulheres de todas as idades que repudiaram e resistiram, sem confrontar-se» evitou o banho de sangue preparado pelas autoridades.
A Direcção Nacional do Comité Central do PPS concluí que «a luta é longa e só estará concluída quando forem encontradas soluções para as causas profundas de todo o mal-estar social. Causas como a injusta exploração a que vem sendo submetida continuamente a classe trabalhadora e o povo do México às mãos do capital financeiro e corporativo internacional; o saque dos recursos naturais do país; o espezinhamento dos direitos do povo perpetrado pelas autoridades que emergem dos partidos burgueses, submetidos a interesses que nãos são os do povo».
Apesar da vontade em negociar, a APPO mantém as demandas fundamentais, isto é, a demissão do governador daquele Estado mexicano, Ulises Ruiz Ortiz, a retirada total das forças da Polícia Federal Preventiva e o fim das detenções de militantes e activistas do movimento em operações repressivas e persecutórias, como a que aconteceu , domingo passado, na Universidade Autónoma da cidade, local onde funciona a rádio da APPO.
No mesmo dia, em Oaxaca, a APPO promoveu uma manifestação com milhares de pessoas onde reiterou o apoio à luta dos professores e à manutenção da greve nas escolas até à plena satisfação das exigências de docentes e populares. Nos Estados de Jalisco e Sinaloa também se realizaram acções de protesto contra o governo e em solidariedade para com a luta travada pelo povo.
PPS apela à classe operária
Entretanto, em face dos recentes acontecimentos em Oaxaca, o Partido Popular Socialista do México(PPS) emitiu um comunicado, datado de 1 de Novembro, no qual «chama a classe operária e o povo do México, a classe operária e o povo de Oaxaca, em particular, a redobrar a luta, sem trégua, a organizar-se cada vez melhor, a mobilizar-se de maneira permanente».
O PPS considera que o «uso da força pública foi a resposta do governo de Fox às justas reivindicações do povo de Oaxaca», mas que «outra coisa não se podia esperar de um governo que desde sempre esteve divorciado das aspirações e interesses do povo, preocupando-se, ao invés, em servir com fidelidade o imperialismo yankee».
Acresce, para o PPS, que só a «atitude firme e serena do povo de Oaxaca» dos «homens e mulheres de todas as idades que repudiaram e resistiram, sem confrontar-se» evitou o banho de sangue preparado pelas autoridades.
A Direcção Nacional do Comité Central do PPS concluí que «a luta é longa e só estará concluída quando forem encontradas soluções para as causas profundas de todo o mal-estar social. Causas como a injusta exploração a que vem sendo submetida continuamente a classe trabalhadora e o povo do México às mãos do capital financeiro e corporativo internacional; o saque dos recursos naturais do país; o espezinhamento dos direitos do povo perpetrado pelas autoridades que emergem dos partidos burgueses, submetidos a interesses que nãos são os do povo».