ETA adverte governo de Zapatero
A organização independentista basca ETA considera que se vive uma «crise no processo» de paz para o País Basco e advertiu o governo que «se não cumprir os seus compromissos e não houver passos visíveis, o processo romper-se-á».
O aviso foi publicado na revista «Zutabe», boletim interno da organização armada, citado no sábado, 4, pelo diário Gara. Nele, a ETA afirma-se disposta a fazer «um novo esforço na negociação com o governo de Espanha», constando que no actual momento o processo se encontra «bloqueado».
A organização independentistas responsabiliza directamente os governos de Espanha e França pelo bloqueio, notando que os dois estados «mantêm intactos todos os meios repressivos». Por outro lado, acusa o PSOE e o Partido Nacionalista Basco de não terem feito «um único passo visível no processo democrático».
Nesse sentido, a organização considera necessário que o governo espanhol concretize o «compromisso que assumiu de por de lado a repressão», mas também que se comprometa «a respeitar claramente o resultado do processo de Euskal Herria (País Basco), ou seja, a vontade dos cidadãos bascos».
Para sair da actual «crise», a ETA garante que vai «envidar novos esforços para encarrilar a negociação que tem aberta com o governo de Espanha» e insta os partidos bascos a darem «passos visíveis» para «avançar no processo democrático».
Comentando esta declaração, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou que «as regras pelas quais o governo vai conduzir o processo de paz em Euskadi» estão estabelecidas e «serão defendidas com firmeza».
Estas regras «têm o requisito prévio de que não haja violência. Têm uma metodologia que é o diálogo e têm um marco para esse diálogo que é a legalidade vigente», declarou o ministro, reafirmando «a grande vontade» do seu governo de «ver o fim da violência em Euskadi e no resto de Espanha», mas também «uma determinação e uma firmeza total para que essas regras se cumpram».
Parlamento defende auto-determinação
O parlamento basco aprovou, na sexta-feira, dia 3, uma moção em que defende «os direitos de auto-determinação dos cidadãos bascos» e apoia «as negociações sem exclusões» para a normalização política da região.
O documento foi aprovado com o apoio dos partidos da esquerda basca e do Partido Nacionalista Basco (PNB), e os votos contra do Partido Socialista e do Partido Popular.
Já anteriormente o parlamento basco tinha aprovado moções a favor da auto-determinação, contudo, a presente posição surge à luz de um processo de paz, iniciado em Março passado, com o cessar-fogo permanente decretado pela organização armada ETA.
O aviso foi publicado na revista «Zutabe», boletim interno da organização armada, citado no sábado, 4, pelo diário Gara. Nele, a ETA afirma-se disposta a fazer «um novo esforço na negociação com o governo de Espanha», constando que no actual momento o processo se encontra «bloqueado».
A organização independentistas responsabiliza directamente os governos de Espanha e França pelo bloqueio, notando que os dois estados «mantêm intactos todos os meios repressivos». Por outro lado, acusa o PSOE e o Partido Nacionalista Basco de não terem feito «um único passo visível no processo democrático».
Nesse sentido, a organização considera necessário que o governo espanhol concretize o «compromisso que assumiu de por de lado a repressão», mas também que se comprometa «a respeitar claramente o resultado do processo de Euskal Herria (País Basco), ou seja, a vontade dos cidadãos bascos».
Para sair da actual «crise», a ETA garante que vai «envidar novos esforços para encarrilar a negociação que tem aberta com o governo de Espanha» e insta os partidos bascos a darem «passos visíveis» para «avançar no processo democrático».
Comentando esta declaração, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou que «as regras pelas quais o governo vai conduzir o processo de paz em Euskadi» estão estabelecidas e «serão defendidas com firmeza».
Estas regras «têm o requisito prévio de que não haja violência. Têm uma metodologia que é o diálogo e têm um marco para esse diálogo que é a legalidade vigente», declarou o ministro, reafirmando «a grande vontade» do seu governo de «ver o fim da violência em Euskadi e no resto de Espanha», mas também «uma determinação e uma firmeza total para que essas regras se cumpram».
Parlamento defende auto-determinação
O parlamento basco aprovou, na sexta-feira, dia 3, uma moção em que defende «os direitos de auto-determinação dos cidadãos bascos» e apoia «as negociações sem exclusões» para a normalização política da região.
O documento foi aprovado com o apoio dos partidos da esquerda basca e do Partido Nacionalista Basco (PNB), e os votos contra do Partido Socialista e do Partido Popular.
Já anteriormente o parlamento basco tinha aprovado moções a favor da auto-determinação, contudo, a presente posição surge à luz de um processo de paz, iniciado em Março passado, com o cessar-fogo permanente decretado pela organização armada ETA.