URAP participa nas comemorações em Espanha

Brigadas internacionais fazem 70 anos

Corria o ano de 1936 e em Portugal construía-se o edifício fascista. Na vizinha Espanha, uma sublevação militar fascista atacava a jovem República espanhola. Começava a Guerra Civil. Em Outubro desse ano, enquanto que em Portugal abria o Campo de Concentração do Tarrafal, a Espanha chegavam combatentes de todo o mundo, entre os quais portugueses, para defender a República. Eram as Brigadas Internacionais.
A União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) participou, entre 7 e 12 de Outubro, nas comemorações do 70.º aniversário das Brigadas Internacionais. As comemorações foram promovidas pela Asociación de los Amigos de las Brigadas Internacionales e realizaram-se nas cidades de Madrid, Saragoça e Barcelona.
O primeiro dia foi dedicado à inauguração de um monumento às Brigadas Internacionais no local onde estas defenderam heroicamente a capital espanhola, em 1936. Na iniciativa participaram 35 brigadistas, que ainda puderam deslocar-se dos seus países de origem. O dia 8 foi passado em Madrid, em visitas a diversos locais históricos da Guerra Civil de Espanha.
No dia 9, segunda-feira, os brigadistas e as organizações participantes nestas comemorações participaram em encontros com diversas entidades e personalidades. No Palácio do Congresso foram recebidas pela representação parlamentar da Esquerda Unida e por um representante do Partido Comunista de Espanha. Presente esteve a filha de Dolores Ibarruri, a Passionária, que leu o discurso que a histórica dirigente comunista espanhola proferiu em Barcelona aquando da despedida das Brigadas, em 1938.
Após a recepção aos brigadistas pelo Presidente do Congresso de Deputados, realizou-se um encontro com o PCE, no qual participou o seu secretário-geral, Francisco Frutos. Nessa iniciativa, a URAP destacou que «recordar os brigadistas que, de vários pontos do mundo, lutaram lado a lado com os patriotas de Espanha é uma obrigação e um dever de todos quantos defendem os grandes valores democráticos e humanos». Muitos foram os portugueses, prosseguiu, «que irmamente se empenharam na defesa da República».
Nas zonas de fronteira, afirmou-se, ainda hoje se recorda as «dramáticas situações a que foram obrigados milhares de cidadãos que procuravam refúgio e salvação em Portugal». Muitos foram salvos pela população portuguesa, solidária, «mas a esmagadora maioria deles foi entregue por Salazar, através da sua terrível polícia política, aos assassinos franquistas». A terminar, a URAP realçou a importância de «recordar o alto exemplo cívico dos Brigadistas» num momento em que o «mundo vive horas de angústia e de insegurança».


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