Duros combates no Afeganistão

Bombardeamento mata civis

As forças de ocupação da NATO no Afeganistão admitiram, sexta-feira da semana passada, terem vitimado civis durante um bombardeamento no distrito de Panjwayi, província de Kandahar, a Sul da capital, Cabul.
Muito embora tenha confirmado a morte de 12 afegãos, mulheres e crianças na sua maioria, e o ferimento de outros tantos populares, Luke Knitting, porta-voz da Aliança Atlântica, rejeitou as estatísticas mais recentes que dão conta de 63 vítimas mortais e dezenas de feridos na sequência do ataque. Este número foi avançado por um membro da assembleia de Kandahar. O representante local revelou ainda que os habitantes das cerca de 20 casas atingidas festejavam o fim do Ramadão quando as bombas começaram a cair.
No mesmo sentido, o ministro do interior afegão, Zemarai Bashary, afirmou que o presidente, Hamid Karzai, designou uma comissão de investigação sobre os acontecimentos, admitindo como fidedignos os relatos e testemunhos avançados sobre o número de atingidos.
Entretanto, enquanto em Kandahar se apura o espólio da «Operação Medusa», na igualmente tumultuosa província de Uruzgán prossegue a campanha militar denominada de «Operação Águia». Após uma ofensiva da resistência a uma base ocupante em Tarin Kowt, os invasores responderam com violência usando todos os meios disponíveis. Helicópteros, aviões de combate e unidades de infantaria da ISAF e do exército colaboracionista de Cabul atacaram posições da resistência causando 70 baixas entre os combatentes, segundo dados oficiais.
Kandahar, Helmand e mais recentemente Uruzgán são regiões do Sul do território do Afeganistão onde as tropas lideradas pela NATO enfrentam sérias dificuldades. A resposta tem quase sempre como alvos populações indefesas, dai o balanço de 130 civis mortos em bombardeamentos nas três províncias do Sul só durante a semana passada.


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