Lula reeleito no Brasil
Lula da Silva foi eleito este domingo na segunda volta das presidenciais, com 61 por cento dos votos, para um novo mandato na presidência do Brasil.
«O objectivo é um Brasil económica e socialmente mais justo»
Face aos resultados eleitorais e à folgada vitória sobre o candidato da oposição, Geraldo Alckmin, que recebeu 39,2 por cento dos votos, Luiz Inácio Lula da Silva considera que o Brasil está a viver um momento mágico de consolidação da democracia.
Falando ao país a partir do Hotel São Paulo, Lula agradeceu aos que nele confiaram e não se deixaram enganar pelas campanhas contra o governo, sublinhando que o povo brasileiro o reelegeu porque o saldo da sua governação se traduziu em melhoria das condições de vida que a população sentiu na mesa, no bolso, no dia a dia e na família.
Asseverando que no primeiro mandato do seu governo foram lançadas as bases para o salto que o Brasil necessita dar na via do desenvolvimento, Lula garantiu que o seu segundo mandato será melhor do que o primeiro e anunciou a intenção de levar a cabo uma reforma política pois «quanto mais fortes forem as instituições políticas, mais forte será a democracia».
Segundo Lula, terminada a disputa eleitoral deixa de haver outros adversários que não sejam as dificuldades a enfrentar para desenvolver o país, pelo que convoca todos os partidos a colaborar com o governo, que será de todos os brasileiros, ainda que particularmente atento aos mais pobres, porque o objectivo a alcançar é «um Brasil económica e socialmente mais justo».
Uma escolha de classe
Como os resultados eleitorais vieram demonstrar, os escândalos que ensombraram o primeiro mandato de Lula – e que a oposição explorou até à exaustão – pesaram certamente no facto de o presidente ter falhado a reeleição à primeira volta, mas não foram o bastante para fazer esquecer o empenho do governo em desenvolver programas sociais que, combinados com o aumento do salário mínimo para 350 reais (162.79 dólares) e o aumento dos postos de trabalho, contribuíram para fazer baixar de 27,3 para 17 por cento o nível da pobreza.
Com o chamado programa «Fome Zero», o governo fez regredir a desnutrição infantil de 17,9 para 6,6 por cento; com a «Bolsa de Família», que abrangeu cerca de 11 milhões de famílias, distribuiu um rendimento aos mais pobres com a condição de manterem os filhos a estudar; com o incentivo à Agricultura Familiar e a aquisição dos seus excedentes beneficiou 140 mil produtores e 2,3 milhões de pessoas em 1698 municípios; e com a merenda escolar beneficiou 37 milhões de crianças e adolescentes por ano.
A par destas medidas, que tiveram reflexos directos no quotidiano dos brasileiros mais pobres, o governo de Lula implementou ainda o programa de Alfabetização – que em 2005 ensinou a ler e a escrever dois milhões de pessoas – e o programa de Bibliotecas, que levou disponibilizou livros a 17 milhões de estudantes e a 350 mil jovens pobres que se preparam para entrar no mercado de trabalho. O governo estabeleceu ainda o Sistema Único da Saúde (SUS) e implementou as Farmácias Populares com preços até 90 por cento mais baratos do que os praticados no mercado.
Estas e outras medidas – de que daremos conta em artigo mais desenvolvido no próximo número – pesaram mais forte na vontade do eleitorado do que a exploração dos erros cometidos promovida pela direita neoliberal, representada por Geraldo Alckmin, candidato da social democracia brasileira (PSDB) e pela Frente Liberal (PFL).
Assim se explica também que os movimentos sociais, incluindo os que não pouparam críticas ao atraso no cumprimento de promessas feitas, como é o caso dos Sem Terra, tenham voltado a apelar no voto em Lula, reclamando mais empenho na prossecução das reformas por cumprir, e designadamente a Reforma Agrária.
Saudação do PCP
O Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enviou a Lula da Silva uma mensagem de felicitações pela sua reeleição como presidente do Brasil.
Falando em nome dos comunistas portugueses, «neste momento de grande alegria para as forças de esquerda que se empenharam na vitória» de Lula e para quantos «no Brasil, na América Latina e no mundo aspiram e lutam por uma sociedade mais livre, mais pacífica e mais justa», Jerónimo de Sousa exprime ao presidente brasileiro votos de melhores sucessos no exercício do seu novo mandato.
Na mensagem, o PCP manifesta ainda a sua convicção de que «sempre com os trabalhadores e o povo, será possível superar as injustiças e desigualdades que percorrem a sociedade brasileira e alcançar novos avanços de soberania e progresso económico e social para o Brasil, com profundas repercussões em todo o sub-continente latino-americano.»
Falando ao país a partir do Hotel São Paulo, Lula agradeceu aos que nele confiaram e não se deixaram enganar pelas campanhas contra o governo, sublinhando que o povo brasileiro o reelegeu porque o saldo da sua governação se traduziu em melhoria das condições de vida que a população sentiu na mesa, no bolso, no dia a dia e na família.
Asseverando que no primeiro mandato do seu governo foram lançadas as bases para o salto que o Brasil necessita dar na via do desenvolvimento, Lula garantiu que o seu segundo mandato será melhor do que o primeiro e anunciou a intenção de levar a cabo uma reforma política pois «quanto mais fortes forem as instituições políticas, mais forte será a democracia».
Segundo Lula, terminada a disputa eleitoral deixa de haver outros adversários que não sejam as dificuldades a enfrentar para desenvolver o país, pelo que convoca todos os partidos a colaborar com o governo, que será de todos os brasileiros, ainda que particularmente atento aos mais pobres, porque o objectivo a alcançar é «um Brasil económica e socialmente mais justo».
Uma escolha de classe
Como os resultados eleitorais vieram demonstrar, os escândalos que ensombraram o primeiro mandato de Lula – e que a oposição explorou até à exaustão – pesaram certamente no facto de o presidente ter falhado a reeleição à primeira volta, mas não foram o bastante para fazer esquecer o empenho do governo em desenvolver programas sociais que, combinados com o aumento do salário mínimo para 350 reais (162.79 dólares) e o aumento dos postos de trabalho, contribuíram para fazer baixar de 27,3 para 17 por cento o nível da pobreza.
Com o chamado programa «Fome Zero», o governo fez regredir a desnutrição infantil de 17,9 para 6,6 por cento; com a «Bolsa de Família», que abrangeu cerca de 11 milhões de famílias, distribuiu um rendimento aos mais pobres com a condição de manterem os filhos a estudar; com o incentivo à Agricultura Familiar e a aquisição dos seus excedentes beneficiou 140 mil produtores e 2,3 milhões de pessoas em 1698 municípios; e com a merenda escolar beneficiou 37 milhões de crianças e adolescentes por ano.
A par destas medidas, que tiveram reflexos directos no quotidiano dos brasileiros mais pobres, o governo de Lula implementou ainda o programa de Alfabetização – que em 2005 ensinou a ler e a escrever dois milhões de pessoas – e o programa de Bibliotecas, que levou disponibilizou livros a 17 milhões de estudantes e a 350 mil jovens pobres que se preparam para entrar no mercado de trabalho. O governo estabeleceu ainda o Sistema Único da Saúde (SUS) e implementou as Farmácias Populares com preços até 90 por cento mais baratos do que os praticados no mercado.
Estas e outras medidas – de que daremos conta em artigo mais desenvolvido no próximo número – pesaram mais forte na vontade do eleitorado do que a exploração dos erros cometidos promovida pela direita neoliberal, representada por Geraldo Alckmin, candidato da social democracia brasileira (PSDB) e pela Frente Liberal (PFL).
Assim se explica também que os movimentos sociais, incluindo os que não pouparam críticas ao atraso no cumprimento de promessas feitas, como é o caso dos Sem Terra, tenham voltado a apelar no voto em Lula, reclamando mais empenho na prossecução das reformas por cumprir, e designadamente a Reforma Agrária.
Saudação do PCP
O Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enviou a Lula da Silva uma mensagem de felicitações pela sua reeleição como presidente do Brasil.
Falando em nome dos comunistas portugueses, «neste momento de grande alegria para as forças de esquerda que se empenharam na vitória» de Lula e para quantos «no Brasil, na América Latina e no mundo aspiram e lutam por uma sociedade mais livre, mais pacífica e mais justa», Jerónimo de Sousa exprime ao presidente brasileiro votos de melhores sucessos no exercício do seu novo mandato.
Na mensagem, o PCP manifesta ainda a sua convicção de que «sempre com os trabalhadores e o povo, será possível superar as injustiças e desigualdades que percorrem a sociedade brasileira e alcançar novos avanços de soberania e progresso económico e social para o Brasil, com profundas repercussões em todo o sub-continente latino-americano.»