Demissão relâmpago
Após 38 dias de tomar posse, o governo do primeiro-ministro Mirek Topolanek (direita) apresentou a demissão, no dia 11, ao ver rejeitado o voto de confiança do parlamento checo.
Desde as eleições realizadas em Junho, o país entrou num impasse político devido à igualdade numérica de deputados entre as bancadas à esquerda e à direita, ambas com uma centena de lugares.
O presidente Vaclav Klaus iniciou de imediato as negociações com representantes dos cinco partidos com assento parlamentar, com vista a encontrar um compromisso que lhe permita nomear um novo primeiro-ministro logo a seguir às eleições municipais e para o senado que deverão estar concluídas no próximo dia 29.
Apesar de derrotado pelo parlamento, Mirek Topolanek, o líder do partido Cívico Democrático (ODS), solicitou uma segunda oportunidade para formar uma equipa governativa, defendendo ao mesmo tempo a convocação de eleições antecipadas para a próxima Primavera.
Por seu turno, o antigo primeiro-ministro social-democrata, Jiri Paroubek, reclama igualmente a possibilidade de constituir governo, alegando que a sua equipa obteria o necessário apoio do Parlamento. Para tanto, os sociais-democratas fazem contas aos deputados comunistas e piscam o olho aos verdes ou a algum trânsfuga da democracia cristã ou da direita. Contudo, estes últimos já declararam que chumbarão um executivo apoiado pelos comunistas.
A convocação de novas eleições foi entretanto admitida pelo presidente Vaclav Klaus como «a forma mais rápida de resolver» a crise. Até lá poderá ser constituído um governo de iniciativa presidencial, solução prevista na Constituição no caso de o parlamento recusar consecutivamente três governos.
Desde as eleições realizadas em Junho, o país entrou num impasse político devido à igualdade numérica de deputados entre as bancadas à esquerda e à direita, ambas com uma centena de lugares.
O presidente Vaclav Klaus iniciou de imediato as negociações com representantes dos cinco partidos com assento parlamentar, com vista a encontrar um compromisso que lhe permita nomear um novo primeiro-ministro logo a seguir às eleições municipais e para o senado que deverão estar concluídas no próximo dia 29.
Apesar de derrotado pelo parlamento, Mirek Topolanek, o líder do partido Cívico Democrático (ODS), solicitou uma segunda oportunidade para formar uma equipa governativa, defendendo ao mesmo tempo a convocação de eleições antecipadas para a próxima Primavera.
Por seu turno, o antigo primeiro-ministro social-democrata, Jiri Paroubek, reclama igualmente a possibilidade de constituir governo, alegando que a sua equipa obteria o necessário apoio do Parlamento. Para tanto, os sociais-democratas fazem contas aos deputados comunistas e piscam o olho aos verdes ou a algum trânsfuga da democracia cristã ou da direita. Contudo, estes últimos já declararam que chumbarão um executivo apoiado pelos comunistas.
A convocação de novas eleições foi entretanto admitida pelo presidente Vaclav Klaus como «a forma mais rápida de resolver» a crise. Até lá poderá ser constituído um governo de iniciativa presidencial, solução prevista na Constituição no caso de o parlamento recusar consecutivamente três governos.