Câmara de Lisboa retira propaganda sindical
A União dos Sindicatos de Lisboa promoveu um buzinão de protesto, anteontem à tarde, contra a retirada pela Câmara Municipal de propaganda ao Protesto Geral de hoje.
A USL acusa a Câmara de Lisboa de «posturas ditatoriais»
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) retirou todas as faixas e pendões colocados no centro da cidade que apelavam à participação no Protesto Geral, convocado para hoje pela CGTP-IN. A propaganda foi retirada, na madrugada de sábado, do Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade, Rossio, Praça do Comércio e Santa Apolónia.
A União dos Sindicatos de Lisboa (USL) criticou a decisão e classificou-a como «uma atitude inadmissível» e «provocatória», em conferência de imprensa realizada no início da semana. A USL considera que a autarquia não tem qualquer fundamentação, acrescentando que não foram retiradas faixas de outras iniciativas colocadas nos mesmos locais.
Os sindicalistas exigem que não se repita a retirada ilícita de propaganda sindical e a realização de uma reunião com o presidente da CML «para se ultrapassar um problema criado pela Câmara e que se vem agudizando nos últimos meses».
«Nessas avenidas e praças a CML, não só permitiu a colocação de publicidade comercial (bem patente no anúncio da abertura do Casino de Lisboa na Praça do Comércio), como utilizou candeeiros e postes para publicitar iniciativas por si patrocinadas», sustenta a USL.
Os sindicalistas não aceitam o argumento de que um pequeno número de panos estaria colocado em árvores nem reconhece à Câmara Municipal moral para retirar as faixas, por estar pendurado um pano de uma iniciativa da autarquia no Jardim do Príncipe Real há vários meses.
Prepotência e arrogância
«A Câmara Municipal de Lisboa pretende seguir o caminho da prepotência e da arrogância para tentar pôr em causa o direito à informação e divulgação de iniciativas sindicais», defende a USL, acrescentando que, no conjunto do distrito, só neste concelho foi retirada propaganda sindical.
«Nenhum pretexto, por mais rebuscado que seja, justifica atitudes discriminatórias que condicionem ou conduzam à negação da prestação de informação aos trabalhadores e à população, com vista à sua organização e participação em iniciativas que tenham como objectivo a defesa e melhoria dos seus direitos», sublinham os sindicalistas.
«Ao contrário do que a maioria PSD/CDS-PP na Câmara de Lisboa pretende fazer crer, os problemas da população não se resolvem com atitudes deste tipo, mas com respostas concretas que correspondam às legítimas preocupações dos munícipes no que concerne a áreas fundamentais para a melhoria da qualidade de vida, como o emprego, a habitação, a saúde e a segurança», sustenta a USL.
A União dos Sindicatos de Lisboa recusa «posturas ditatoriais baseadas em opções político-partidárias e condicionadoras do exercício do direito de informar» e promete continuar a utilizar todos os meios para divulgar as suas iniciativas.
A União dos Sindicatos de Lisboa (USL) criticou a decisão e classificou-a como «uma atitude inadmissível» e «provocatória», em conferência de imprensa realizada no início da semana. A USL considera que a autarquia não tem qualquer fundamentação, acrescentando que não foram retiradas faixas de outras iniciativas colocadas nos mesmos locais.
Os sindicalistas exigem que não se repita a retirada ilícita de propaganda sindical e a realização de uma reunião com o presidente da CML «para se ultrapassar um problema criado pela Câmara e que se vem agudizando nos últimos meses».
«Nessas avenidas e praças a CML, não só permitiu a colocação de publicidade comercial (bem patente no anúncio da abertura do Casino de Lisboa na Praça do Comércio), como utilizou candeeiros e postes para publicitar iniciativas por si patrocinadas», sustenta a USL.
Os sindicalistas não aceitam o argumento de que um pequeno número de panos estaria colocado em árvores nem reconhece à Câmara Municipal moral para retirar as faixas, por estar pendurado um pano de uma iniciativa da autarquia no Jardim do Príncipe Real há vários meses.
Prepotência e arrogância
«A Câmara Municipal de Lisboa pretende seguir o caminho da prepotência e da arrogância para tentar pôr em causa o direito à informação e divulgação de iniciativas sindicais», defende a USL, acrescentando que, no conjunto do distrito, só neste concelho foi retirada propaganda sindical.
«Nenhum pretexto, por mais rebuscado que seja, justifica atitudes discriminatórias que condicionem ou conduzam à negação da prestação de informação aos trabalhadores e à população, com vista à sua organização e participação em iniciativas que tenham como objectivo a defesa e melhoria dos seus direitos», sublinham os sindicalistas.
«Ao contrário do que a maioria PSD/CDS-PP na Câmara de Lisboa pretende fazer crer, os problemas da população não se resolvem com atitudes deste tipo, mas com respostas concretas que correspondam às legítimas preocupações dos munícipes no que concerne a áreas fundamentais para a melhoria da qualidade de vida, como o emprego, a habitação, a saúde e a segurança», sustenta a USL.
A União dos Sindicatos de Lisboa recusa «posturas ditatoriais baseadas em opções político-partidárias e condicionadoras do exercício do direito de informar» e promete continuar a utilizar todos os meios para divulgar as suas iniciativas.