Cessar-fogo em nome da independência
Nos termos do acordo entre as autoridades palestinianas e Israel, o Hamas, a Jihad Islâmica e a Fatah anunciaram, domingo, uma trégua de três meses.
Acordo geral de cessar-fogo para os próximos três meses
Apesar do cepticismo do governo israelita, que declarou entretanto não reconhecer validade ao anúncio feito pelas três organizações, recusando-se inclusivamente a garantir o fim das operações militares contra militantes palestinianos, os responsáveis da Autoridade Nacional Palestiniana(ANP) conseguiram um acordo geral de cessar-fogo para os próximos três meses, dando um passo significativo para a implementação dos termos do chamado «roteiro» de paz para a região.
No anuncio feito em comunicado conjunto, o Hamas e a Jihad comprometeram-se a cumprir uma trégua unilateral, suspendendo todas as actividades militares contra alvos israelitas nos territórios ocupados e em Israel, exigindo como contrapartidas a «total paralisação de todas as formas de agressão», bem como o fim das «incursões, demolições, encerramentos de fronteiras, cercos às cidades, vilas e campos de refugiados, incluindo o cerco imposto ao presidente Yasser Arafat».
Em comunicado autónomo, também a Fatah, grupo político maioritário no interior da Organização de Libertação da Palestina(OLP) do qual faz parte Arafat, assume a intenção de suspender as actividades de resistência armada, no respeito da trégua acordada.
Retirada da Faixa de Gaza
Segunda-feira marcou o fim de quase três anos de reocupação do território com a retirada das tropas israelitas dos sectores da Faixa de Gaza, a abertura à circulação do eixo rodoviário norte-sul que a atravessa e a destruição dos postos de controlo, passando a administração para as autoridades da ANP.
O próximo passo pode ser a desocupação da cidade de Belém e dos territórios ocupados da Cisjordânia, possibilitando a circulação dos milhares de palestinianos que trabalham em Israel.
Apesar do optimismo palestiniano em relação ao cumprimento das etapas do acordo de paz, os desmentidos e recuos de última hora por parte do governo israelita parecem dificultar a pacificação pretendida, demonstrando que, para já, foram as iniciativas dos movimentos palestinianos que obrigaram a que se efectivasse a retirada parcial.
Da reunião de terça-feira entre Ariel Sharon e Mahmud Abbas, primeiros-ministros israelita e palestiniano, poderá entretanto sair um acordo para o fim do cerco a Ramalah, onde se encontra retido Arafat desde Dezembro 2001, bem como o início da libertação de milhares de presos políticos palestinianos das cadeias israelitas.
Os derradeiros golpes
Os últimos dias da semana passada foram aproveitados pelo exército israelita para desferir violentos ataques na Faixa de Gaza, mobilizando forças terrestres e aéreas, destruindo casas, pontes e estruturas da Autoridade Nacional Palestiniana.
Unidades blindadas do exército israelita apoiadas por helicópteros atacaram diversas localidades no sul da Faixa de Gaza e detonaram uma casa, alegadamente habitada por um membro do Hamas.
Também na Faixa de Gaza, mas na zona norte, dois camponeses palestinianos morreram após um ataque da artilharia pesada israelita, tendo, segundo testemunhas no local, sido vítimas dos graves ferimentos infligidos, uma vez que os soldados impediram a passagem de médicos e ambulâncias em socorro dos dois homens.
Na Cisjordânia, o ministério da Defesa israelita anunciou a construção de um muro de separação entre as partes palestiniana e israelita, o que irá obrigar a mais expropriações de terras palestinianas, para incluir no Estado de Israel alguns dos colonatos ali construídos.
No anuncio feito em comunicado conjunto, o Hamas e a Jihad comprometeram-se a cumprir uma trégua unilateral, suspendendo todas as actividades militares contra alvos israelitas nos territórios ocupados e em Israel, exigindo como contrapartidas a «total paralisação de todas as formas de agressão», bem como o fim das «incursões, demolições, encerramentos de fronteiras, cercos às cidades, vilas e campos de refugiados, incluindo o cerco imposto ao presidente Yasser Arafat».
Em comunicado autónomo, também a Fatah, grupo político maioritário no interior da Organização de Libertação da Palestina(OLP) do qual faz parte Arafat, assume a intenção de suspender as actividades de resistência armada, no respeito da trégua acordada.
Retirada da Faixa de Gaza
Segunda-feira marcou o fim de quase três anos de reocupação do território com a retirada das tropas israelitas dos sectores da Faixa de Gaza, a abertura à circulação do eixo rodoviário norte-sul que a atravessa e a destruição dos postos de controlo, passando a administração para as autoridades da ANP.
O próximo passo pode ser a desocupação da cidade de Belém e dos territórios ocupados da Cisjordânia, possibilitando a circulação dos milhares de palestinianos que trabalham em Israel.
Apesar do optimismo palestiniano em relação ao cumprimento das etapas do acordo de paz, os desmentidos e recuos de última hora por parte do governo israelita parecem dificultar a pacificação pretendida, demonstrando que, para já, foram as iniciativas dos movimentos palestinianos que obrigaram a que se efectivasse a retirada parcial.
Da reunião de terça-feira entre Ariel Sharon e Mahmud Abbas, primeiros-ministros israelita e palestiniano, poderá entretanto sair um acordo para o fim do cerco a Ramalah, onde se encontra retido Arafat desde Dezembro 2001, bem como o início da libertação de milhares de presos políticos palestinianos das cadeias israelitas.
Os derradeiros golpes
Os últimos dias da semana passada foram aproveitados pelo exército israelita para desferir violentos ataques na Faixa de Gaza, mobilizando forças terrestres e aéreas, destruindo casas, pontes e estruturas da Autoridade Nacional Palestiniana.
Unidades blindadas do exército israelita apoiadas por helicópteros atacaram diversas localidades no sul da Faixa de Gaza e detonaram uma casa, alegadamente habitada por um membro do Hamas.
Também na Faixa de Gaza, mas na zona norte, dois camponeses palestinianos morreram após um ataque da artilharia pesada israelita, tendo, segundo testemunhas no local, sido vítimas dos graves ferimentos infligidos, uma vez que os soldados impediram a passagem de médicos e ambulâncias em socorro dos dois homens.
Na Cisjordânia, o ministério da Defesa israelita anunciou a construção de um muro de separação entre as partes palestiniana e israelita, o que irá obrigar a mais expropriações de terras palestinianas, para incluir no Estado de Israel alguns dos colonatos ali construídos.