Venezuela e Bielorrússia assinam cooperação
Os presidentes da Bielorrússia e da Venezuela firmaram, segunda-feira, um acordo de cooperação conjunta. Chávez passou por Portugal num périplo que inclui ainda visitas à Bielorrússia, Rússia, China, Irão, Vietname e RPD da Coreia.
«Devemos defender os interesses do ser humano, não os dos capitalistas»
Aproveitando a escala em Lisboa a caminho do primeiro país na agenda presidencial,. a Bielorrússia, Hugo Chávez encontrou-se durante uma hora e meia com o primeiro-ministro José Sócrates, reunião que pouco mais adiantou que uma breve troca de informações e a manifestação de boas intenções no que diz respeito ao estreitamento de laços diplomáticos e económicos.
Bem diferente foi o resultado dos dois dias de estadia de Chávez na ex-república soviética. Após um encontro com recentemente reeleito presidente do país, Alexander Lukashenko, o chefe de Estado sul-americano e os seu homólogo da Europa de Leste assinaram um convénio de cooperação bilateral entre ambas as nações.
Na capital, Minsk, Chávez e Lukashenko deram a conhecer o acordo que prevê o incremento do intercâmbio comercial e económico em áreas como o fornecimento de energia, a petroquímica, o transporte de cargas, a investigação científica, o desenvolvimento de programas tecnológicos e a construção de máquinas industriais, entre outras. Em 2005, o comércio entre os dois países cifrou-se em 15,5 milhões de dólares.
Na área da educação também foi estabelecido o aprofundamento das experiências e o estreitamento de laços entre Venezuela e Bielorrússia, uma vez que, como sublinhou Chavez, Minsk apresenta dos mais elevados índices de sucesso escolar à escala mundial e o governo de Caracas tem em marcha um conjunto de programas visando erradicar em definitivo o analfabetismo entre a população venezuelana.
No campo diplomático, os presidentes manifestaram-se dispostos a concertar posições quanto ao que consideram ser os tema fundamentais na cena internacional. Venezuela e Bielorrússia têm sido ameaçadas pelos EUA, que acusam os países de «falta de democracia».
Como ensinou Lenine
Durante a visita à Bielorrússia, Chávez enalteceu o esforço do executivo liderado por Lukashenko em manter um modelo social que insiste no combate à exploração do homem pelo homem, «como ensinou Lénine», disse.
«Queriam colonizar-nos mas não permitimos», destacou ainda Hugo Chávez Frias referindo-se às inúmeras tentativas norte-americanas e europeias de derrubar através de golpes e «revoluções coloridas» os governos legitimados pelo sufrágio popular, no entanto incómodos para o imperialismo e vistos como barreiras à imposição dos ditames neoliberais ao nível planetário.
«Devemos defender os interesses do ser humano, não os interesses dos capitalistas, quer estejam na América do Norte, na Europa, ou em qualquer outra parte», concluiu.
Em seguida, Chávez rumou a Moscovo onde se deve encontrar com o presidente Vladimir Putin, visita que tem como principal finalidade a discussão de novas formas de relacionamento comercial. No ano transato, o saldo da balança comercial entre a Rússia e a Venezuela foi de quase 80 milhões de dólares.
Bem diferente foi o resultado dos dois dias de estadia de Chávez na ex-república soviética. Após um encontro com recentemente reeleito presidente do país, Alexander Lukashenko, o chefe de Estado sul-americano e os seu homólogo da Europa de Leste assinaram um convénio de cooperação bilateral entre ambas as nações.
Na capital, Minsk, Chávez e Lukashenko deram a conhecer o acordo que prevê o incremento do intercâmbio comercial e económico em áreas como o fornecimento de energia, a petroquímica, o transporte de cargas, a investigação científica, o desenvolvimento de programas tecnológicos e a construção de máquinas industriais, entre outras. Em 2005, o comércio entre os dois países cifrou-se em 15,5 milhões de dólares.
Na área da educação também foi estabelecido o aprofundamento das experiências e o estreitamento de laços entre Venezuela e Bielorrússia, uma vez que, como sublinhou Chavez, Minsk apresenta dos mais elevados índices de sucesso escolar à escala mundial e o governo de Caracas tem em marcha um conjunto de programas visando erradicar em definitivo o analfabetismo entre a população venezuelana.
No campo diplomático, os presidentes manifestaram-se dispostos a concertar posições quanto ao que consideram ser os tema fundamentais na cena internacional. Venezuela e Bielorrússia têm sido ameaçadas pelos EUA, que acusam os países de «falta de democracia».
Como ensinou Lenine
Durante a visita à Bielorrússia, Chávez enalteceu o esforço do executivo liderado por Lukashenko em manter um modelo social que insiste no combate à exploração do homem pelo homem, «como ensinou Lénine», disse.
«Queriam colonizar-nos mas não permitimos», destacou ainda Hugo Chávez Frias referindo-se às inúmeras tentativas norte-americanas e europeias de derrubar através de golpes e «revoluções coloridas» os governos legitimados pelo sufrágio popular, no entanto incómodos para o imperialismo e vistos como barreiras à imposição dos ditames neoliberais ao nível planetário.
«Devemos defender os interesses do ser humano, não os interesses dos capitalistas, quer estejam na América do Norte, na Europa, ou em qualquer outra parte», concluiu.
Em seguida, Chávez rumou a Moscovo onde se deve encontrar com o presidente Vladimir Putin, visita que tem como principal finalidade a discussão de novas formas de relacionamento comercial. No ano transato, o saldo da balança comercial entre a Rússia e a Venezuela foi de quase 80 milhões de dólares.