Líbano e Gaza devastados
È difícil imaginar o cenário de devastação em que se tornou o «país dos cedros». Na capital, não há praticamente nenhum bairro que não tenha sido alvejado, com destaque para os que se situam a Sul de Beirute, tidos como bastiões políticos do Hezbollah. As escolas acolhem centenas de famílias desalojadas em fuga dos combates que se desenrolam na fronteira. As infra-estruturas básicas de fornecimento de água, electricidade, combustíveis juntam-se às dezenas de prédios, pontes, estradas e outras vias de comunicação total ou parcialmente destruídas.
Em Tiro, a situação é semelhante. A intensificação dos bombardeamentos nos últimos dias levou a população a abandonar a cidade. Os que fica estão de passagem, alojados como podem em escolas, igrejas e tudo o que sirva de abrigo até encetar a caminhada para Norte. Muitos dizem que só o Hezbollah lhes presta auxílio e começam a desacreditar na capacidade de acção do governo libanês. De Al Manara, Sidón ou Balbeck chegam igualmente notícias de destruição.
Aos ataques israelitas, responde o Hezbollah com o lançamento de foguetes. A cidade de Haifa é a mais castigada e metade dos seus habitantes também fugiu. Não obstante, a desproporção dos meios é de tal ordem que não é exequível comparar a capacidade de infligir danos.
Os civis libaneses são alvos fáceis para o exército israelita, que insiste em assegurar que faz o possível para não provocar danos colaterais. Certo é que bairros residenciais, autocarros, veículos de passageiros ou carregados com bens de primeira necessidade não escapam aos mísseis e à marinha de Telavive.
O enviado especial das Nações Unidas, Jan Egeland, pediu em Beirute um pacote de ajuda humanitária na ordem dos 118 milhões de euros, isto só para suprir as primeiras carências dos cerca de 800 mil deslocados. O número de vítimas da guerra, a maioria civis, ascende às quatro centenas.
Nem as caravanas humanitárias e o pessoal da força de interposição da ONU, estacionada no Líbano desde 1978, estão a salvo. Os 2000 «capacetes azuis» confirmam que estiveram debaixo de fogo na zona da fronteira onde se encontram estacionados juntamente com as respectivas famílias.
Uma caravana de 26 camiões carregados com ajuda humanitária de urgência para Beirute também foi atacada. Alguns dos veículos da Cruz Vermelha conseguiram furar a investida israelita, mas muitos foram obrigados a regressar à Síria, país donde haviam partido.
Gaza sem tréguas
Entretanto, a ofensiva contra a Faixa de Gaza mantém-se activa. Na sexta-feira da semana passada, um dirigente do Hamas foi morto quando se encontrava em casa. No ataque, morreram ainda a mãe do activista político, dois outros membros da família e sofreram lesões duas crianças.
Desde o passado dia 28, Israel já despejou sobre Gaza toneladas de bombas. Pelo menos 150 pessoas perderam a vida e mais de 400 ficaram feridas, entre elas 210 crianças, informaram fontes médicas no território. Centenas foram raptadas pelo exército israelita.
Em Tiro, a situação é semelhante. A intensificação dos bombardeamentos nos últimos dias levou a população a abandonar a cidade. Os que fica estão de passagem, alojados como podem em escolas, igrejas e tudo o que sirva de abrigo até encetar a caminhada para Norte. Muitos dizem que só o Hezbollah lhes presta auxílio e começam a desacreditar na capacidade de acção do governo libanês. De Al Manara, Sidón ou Balbeck chegam igualmente notícias de destruição.
Aos ataques israelitas, responde o Hezbollah com o lançamento de foguetes. A cidade de Haifa é a mais castigada e metade dos seus habitantes também fugiu. Não obstante, a desproporção dos meios é de tal ordem que não é exequível comparar a capacidade de infligir danos.
Os civis libaneses são alvos fáceis para o exército israelita, que insiste em assegurar que faz o possível para não provocar danos colaterais. Certo é que bairros residenciais, autocarros, veículos de passageiros ou carregados com bens de primeira necessidade não escapam aos mísseis e à marinha de Telavive.
O enviado especial das Nações Unidas, Jan Egeland, pediu em Beirute um pacote de ajuda humanitária na ordem dos 118 milhões de euros, isto só para suprir as primeiras carências dos cerca de 800 mil deslocados. O número de vítimas da guerra, a maioria civis, ascende às quatro centenas.
Nem as caravanas humanitárias e o pessoal da força de interposição da ONU, estacionada no Líbano desde 1978, estão a salvo. Os 2000 «capacetes azuis» confirmam que estiveram debaixo de fogo na zona da fronteira onde se encontram estacionados juntamente com as respectivas famílias.
Uma caravana de 26 camiões carregados com ajuda humanitária de urgência para Beirute também foi atacada. Alguns dos veículos da Cruz Vermelha conseguiram furar a investida israelita, mas muitos foram obrigados a regressar à Síria, país donde haviam partido.
Gaza sem tréguas
Entretanto, a ofensiva contra a Faixa de Gaza mantém-se activa. Na sexta-feira da semana passada, um dirigente do Hamas foi morto quando se encontrava em casa. No ataque, morreram ainda a mãe do activista político, dois outros membros da família e sofreram lesões duas crianças.
Desde o passado dia 28, Israel já despejou sobre Gaza toneladas de bombas. Pelo menos 150 pessoas perderam a vida e mais de 400 ficaram feridas, entre elas 210 crianças, informaram fontes médicas no território. Centenas foram raptadas pelo exército israelita.