Perseguições políticas agravam-se
Quatro meses após o anúncio do cessar-fogo permanente da ETA, a situação que se vive no País Basco é de «estado de excepção», denuncia o jornal Gara, no editorial de sexta-feira, 21.
O diário que defende as posições da esquerda independentista, afirma que se têm registado «episódios de perseguição política que não se haviam conhecido em momentos em que a organização armada mantinha uma forte actividade e em que as autoridades espanholas justificavam os atropelos civis e políticos com necessidade de lutar contra ela».
Actualmente, prossegue o jornal, «os dirigentes da esquerda abertzale estão sendo submetidos a uma perseguição constante – incluindo no sentido literal da palavra – que vai ao ponto de a polícia, cumprindo ordens do juiz Baltasar Garzón, se apresentar em locais privados de partidos para indagar sobre pormenores de reuniões aí mantidas».
Ainda na passada semana, dia 19, segundo refere o Gara, a polícia acorreu à sede do partido Aralar após um encontro com representantes do Batasuna. Também o relatório policial sobre a reunião realizada entre o Batasuna e o Partido Socialista, no dia 6, em São Sebastião, «demonstra que os interlucotores abertzales foram espiados antes e depois do encontro».
Salientando o «enorme esforço de contenção» por parte da esquerda independentista, o Gara escreve que é «difícil de entender que depois de o Governo espanhol ter declarado oficialmente “verificado” o cessar-fogo e anunciado o início do diálogo com a ETA, esteja a mover uma perseguição com estas características contra o Batasuna».
Igualmente «difícil de entender» são os «atropelos aos direitos dos presos e o contínuo protagonismo da Audiência Nacional», observa o diário, que responsabiliza o governo por esta «situação indesejável» e o desafia a observar critérios «que internacionalmente se consideram como mínimos para manter um processo de paz e normalização».
O diário que defende as posições da esquerda independentista, afirma que se têm registado «episódios de perseguição política que não se haviam conhecido em momentos em que a organização armada mantinha uma forte actividade e em que as autoridades espanholas justificavam os atropelos civis e políticos com necessidade de lutar contra ela».
Actualmente, prossegue o jornal, «os dirigentes da esquerda abertzale estão sendo submetidos a uma perseguição constante – incluindo no sentido literal da palavra – que vai ao ponto de a polícia, cumprindo ordens do juiz Baltasar Garzón, se apresentar em locais privados de partidos para indagar sobre pormenores de reuniões aí mantidas».
Ainda na passada semana, dia 19, segundo refere o Gara, a polícia acorreu à sede do partido Aralar após um encontro com representantes do Batasuna. Também o relatório policial sobre a reunião realizada entre o Batasuna e o Partido Socialista, no dia 6, em São Sebastião, «demonstra que os interlucotores abertzales foram espiados antes e depois do encontro».
Salientando o «enorme esforço de contenção» por parte da esquerda independentista, o Gara escreve que é «difícil de entender que depois de o Governo espanhol ter declarado oficialmente “verificado” o cessar-fogo e anunciado o início do diálogo com a ETA, esteja a mover uma perseguição com estas características contra o Batasuna».
Igualmente «difícil de entender» são os «atropelos aos direitos dos presos e o contínuo protagonismo da Audiência Nacional», observa o diário, que responsabiliza o governo por esta «situação indesejável» e o desafia a observar critérios «que internacionalmente se consideram como mínimos para manter um processo de paz e normalização».