Banqueiro da Parmalat assassinado

O conhecido banqueiro de Milão, Gianmario Roveraro, de 70 anos, foi encontrado morto, na sexta-feira, 21, sobre um viaduto de auto-estrada na região de Parma, no norte da Itália.
Desaparecido desde o dia 5, Roveraro terá sido sequestrado à saída de uma reunião da organização católica Opus Dei, de que era um destacado membro. Entre os três suspeitos do rapto, detidos na noite de quarta-feira pela polícia, está um ex-associado da vítima, o financeiro Filippo Botteri.
O grupo terá tentado extorquir à família um milhão de euros, mas as contas bancárias foram entretanto bloqueadas pela justiça italiana, que acusa Roveraro de associação criminosa no âmbito do processo de falência fraudulenta do grupo Parmalat, ocorrida no final de 2003, após a descoberta de desfalques no montante de 14 mil milhões de euros.
Próximo de Calisto Tanzi, o patrão do império agro-alimentar, Roveraro integrou o Conselho de Administração da Parmalat entre 1990 e 1998, tendo supervisionado a entrada da empresa em bolsa. O seu nome ocupa um lugar cimeiro na lista de 60 acusados no maior escândalo financeiros registado na Europa.
O porta-voz do Opus Dei em Roma, Giuseppe Corigliano, declarou que «o luto atinge de perto o Opus Dei». «Gianmario já não sofre mais e está recebendo o prémio pela pessoa que era: inteligente, generosa e gentil. Estamos todos com a família», disse Corigliano.


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