«É possível sair da crise»
Aprofundar o conhecimento acerca dos problemas da agricultura e dos agricultores e dar resposta e visibilidade aos preocupantes problemas que enfrentam os sectores produtivos nacionais foram os objectivos da audição, realizada no passado dia 13, com o lema «O papel e o significado da agricultura na sociedade portuguesa hoje».
Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP realçou a continuação da agudização dos problemas da agricultura portuguesa e das regiões e concelhos que «tinham na actividade agro-florestal a base do emprego e da sua vida económica e social». Com estes problemas, afirmou, veio também o «aprofundamento da grave crise que o País enfrenta». Crise que é estrutural e que está a pôr em causa o desenvolvimento económico sustentado do País. Esta, recordou, resulta das «políticas de direita levadas a cabo por sucessivos governos nos últimos anos». Para Jerónimo de Sousa, a actual crise revela também a «incapacidade do actual modelo das políticas económicas e agrícolas europeias e nacionais para promoverem o desenvolvimento da economia nacional e assegurar o bem estar dos portugueses».
A agricultura sofreu «significativas alterações nas últimas décadas, afirmou o secretário-geral do PCP. «Desapareceram centenas de milhar de explorações; acentuou-se o envelhecimento dos agricultores; diminuiu significativamente a população activa agrícola; cresceu a desertificação em amplas regiões do País e milhares de hectares são anualmente devastados pelos fogos; diminuiu a área semeada.» Apesar do crescimento da produtividade e da produção, este não acompanhou – nem de perto – o aumento verificado na maioria das agriculturas europeias.
O dirigente comunista considerou que as políticas nacionais dos diversos governos «têm sido responsáveis pelos destinos do País e das suas opções de política macro-económica». Além de terem tido uma «participação activa e colaborante na definição e concretização das políticas comunitárias». Para Jerónimo de Sousa, a submissão às orientações da PAC chegou a assumir posições de «abdicação de instrumentos de salvaguarda da agricultura do País».
«É nossa profunda convicção que Portugal não está condenado ao atraso», destacou o secretário-geral do PCP, sustentando que é «possível e necessário realizar outra política, invertendo o caminho que tem sido seguido». «Da nossa parte temos propostas», afirmou.
O debate contou também com a presença de Fernando Oliveira Batista, do Instituto Superior de Agronomia, e com Hermínio Botelho, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A agricultura sofreu «significativas alterações nas últimas décadas, afirmou o secretário-geral do PCP. «Desapareceram centenas de milhar de explorações; acentuou-se o envelhecimento dos agricultores; diminuiu significativamente a população activa agrícola; cresceu a desertificação em amplas regiões do País e milhares de hectares são anualmente devastados pelos fogos; diminuiu a área semeada.» Apesar do crescimento da produtividade e da produção, este não acompanhou – nem de perto – o aumento verificado na maioria das agriculturas europeias.
O dirigente comunista considerou que as políticas nacionais dos diversos governos «têm sido responsáveis pelos destinos do País e das suas opções de política macro-económica». Além de terem tido uma «participação activa e colaborante na definição e concretização das políticas comunitárias». Para Jerónimo de Sousa, a submissão às orientações da PAC chegou a assumir posições de «abdicação de instrumentos de salvaguarda da agricultura do País».
«É nossa profunda convicção que Portugal não está condenado ao atraso», destacou o secretário-geral do PCP, sustentando que é «possível e necessário realizar outra política, invertendo o caminho que tem sido seguido». «Da nossa parte temos propostas», afirmou.
O debate contou também com a presença de Fernando Oliveira Batista, do Instituto Superior de Agronomia, e com Hermínio Botelho, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.