Guarda e Castelo Branco

Encerramento de serviços é desumano

Em conferência de imprensa conjunta, realizada no passado dia 17, as direcções das organizações regionais da Guarda e Castelo Branco do PCP saudaram a iniciativa do Grupo Parlamentar comunista em promover uma interpelação ao Governo sobre as dificuldades de acesso aos serviços públicos por parte das populações. Esta iniciativa surge num momento em que ambas as direcções regionais têm levado a cabo acções em que têm denunciado o carácter «profundamente desumano do modelo de desenvolvimento para o interior».
Denunciando o que consideram as opções «economicistas e elitistas» do Governo, os comunistas afirmam que estas opções estão presentes na intenção de encerrar serviços de saúde e maternidades, «com base em estudos feitos à medida das conclusões». As recentes medidas do Governo para a educação, acusam, vêm acentuar um processo de encerramento de escolas que, nos últimos cinco anos, levou ao fecho de 41 escolas no distrito de Castelo Branco, ou seja, 17,7 por cento do total.
Na Guarda, a concretizar-se a intenção do Governo, encerrariam 132 escolas do 1.º ciclo (41,5 por cento do total), a que se acrescentariam dezenas de jardins de infância localizados no interior da Região Centro. Nesta região, recorda o PCP, «impera já a desertificação e o abandono».
Os comunistas destacam ainda as «desastrosas consequências» das decisões dos sucessivos governos na área dos transportes e comunicações. O fim das carreiras de transportes que serviam as populações de várias aldeias contribuiu para o seu ainda maior isolamento, acusam as direcções regionais.
Para o PCP, a luta é o caminho para travar esta política desumana. E já levou a recuos por parte do Governo, lembram os comunistas da Guarda e de Castelo Branco. «Várias escolas com mais de 10 alunos já não encerram, como por exemplo, Alvôco da Serra, no concelho de Seia, porque o povo se levantou, nalgumas casos tocando o sino a rebate». Agora é o próprio primeiro-ministro a falar apenas nas escolas com 3 ou 4 alunos, afirmam. Também na saúde se está a travar uma luta intensa pela manutenção de serviços públicos. Foram constituídas comissões de utentes e recolhidas milhares de assinaturas em defesa dos SAP e das maternidades.


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