Milhares podem desistir de estudar
Milhares de alunos vão desistir de estudar na sequência do encerramento de escolas decidido pelo Governo, acusou o PCP na semana passada em conferência de imprensa em Viseu. Como afirmou Jorge Pires, membro da Comissão Política, em muitas destas escolas «a qualidade e o sucesso do ensino estão garantidos». Caso encerrem, as crianças terão «muito difícil acesso» às escolas para onde serão transferidas.
«Há pais que nos garantiram que se a escola fechar os filhos não vão para outra. Não estão para deixar ir as crianças sem qualquer garantia, nomeadamente de transporte», declarou Jorge Pires, acusando o Governo de se basear em critérios «puramente economicistas» para fechar 4500 escolas com menos de 20 alunos até 2009.
Estes encerramentos traduzem-se em «seis mil professores e oito mil trabalhadores não docentes que ficam a mais, assim como vários edifícios, alguns para vender. E isso representa muito dinheiro. É esse o objectivo, não gastar esse dinheiro no sistema educativo», referiu.
«É evidente que, pela luta dos pais, dos professores e das populações, há já um conjunto de escolas que eles não terão força para fechar», afirmou Jorge Pires, lembrando que «houve populações inteiras que decidiram lutar contra o fecho de escolas».
«Se deixarmos de falar no número, de referenciar a dimensão das medidas e das consequências, isso alivia a pressão e quando as pessoas acordarem um dia as escolas já não estão lá no sítio», acrescentou.
«Há pais que nos garantiram que se a escola fechar os filhos não vão para outra. Não estão para deixar ir as crianças sem qualquer garantia, nomeadamente de transporte», declarou Jorge Pires, acusando o Governo de se basear em critérios «puramente economicistas» para fechar 4500 escolas com menos de 20 alunos até 2009.
Estes encerramentos traduzem-se em «seis mil professores e oito mil trabalhadores não docentes que ficam a mais, assim como vários edifícios, alguns para vender. E isso representa muito dinheiro. É esse o objectivo, não gastar esse dinheiro no sistema educativo», referiu.
«É evidente que, pela luta dos pais, dos professores e das populações, há já um conjunto de escolas que eles não terão força para fechar», afirmou Jorge Pires, lembrando que «houve populações inteiras que decidiram lutar contra o fecho de escolas».
«Se deixarmos de falar no número, de referenciar a dimensão das medidas e das consequências, isso alivia a pressão e quando as pessoas acordarem um dia as escolas já não estão lá no sítio», acrescentou.