Invasão sai cara aos ocupantes
No Iraque, as forças ocupantes norte-americanas continuam envolvidas em violentos combates com a resistência, sobretudo na capital, Bagdad, e nas regiões Norte e Oeste do país.
Terça-feira, bases militares e edifícios governamentais na cidade de Ramadi foram atacados por diversos grupos armados. O comando militar dos EUA não reportou o número de baixas resultantes deste combate, mas admitiu que a resistência usou na investida carros-bomba, morteiros e lança-granadas.
Já na capital, a explosão de uma viatura armadilhada junto a um estabelecimento comercial frequentado por membros das forças de segurança iraquiana matou sete polícias e deixou outros 20 feridos, e em Bassorá, no Sul, os ocupantes deram conta da morte de um outro polícia, metralhado quando passava na rua.
Aos combates de anteontem somam-se os ocorridos desde o final da semana passada, quando os EUA afirmaram que a resistência estaria a diminuir de intensidade.
Ainda em Bagdad, a troca de tiros entre rebeldes e autoridades começou na madrugada de segunda-feira e estendeu-se durante todo o dia em vários bairros da capital.
Durante o fim-de-semana, na província de al-Anbar, dois soldados da infantaria norte-americana morreram e mais de 20 ficaram feridos depois de uma dura batalha com elementos da resistência.
Dados oficiais indicam que, só no mês de Abril, a média de soldados mortos em serviço no Iraque ascende a quase três por dia. O último balanço das baixas era de 2372 mortos desde o início da guerra, e os feridos e amputados ultrapassam os 17 mil.
Resistência afegã desperta
Noutra frente de guerra, o Afeganistão, os últimos meses registaram igualmente um aumento dos combates entre tropas ocupantes e grupos armados, quase sempre apontados como «milicianos talibans».
Nas províncias de Kandahar, Kunar, Helmand e Uruzgan, o número de baixas, de Janeiro a Abril, ultrapassa as quatro centenas, entre soldados, resistentes e civis apanhados na troca de tiros ou durante os bombardeamentos com mísseis e artilharia pesada.
O crescimento dos combates é de tal forma evidente que, desde quarta-feira da semana passada, o exército norte-americano lançou uma operação chamada «leão da montanha», abrangendo as regiões Sul e Este do Afeganistão.
Entretanto, o número de vítimas e feridos resultantes das acções repressivas contra a população local não param de aumentar. Só no sábado, em Kunar, um ataque norte-americano roubou a vida a sete pessoas.
Em Khost, dois incidentes ilustram a realidade vivida pelos afegãos. Soldados dos EUA abriram fogo sobre uma família de seis pessoas que viajava atrás de uma caravana militar. Todos ficaram feridos, incluindo as três mulheres e as duas crianças, uma das quais nascida horas antes. Na mesma província, um homem e um menino de cinco anos foram também feridos porque não pararam num posto de controle.
Terça-feira, bases militares e edifícios governamentais na cidade de Ramadi foram atacados por diversos grupos armados. O comando militar dos EUA não reportou o número de baixas resultantes deste combate, mas admitiu que a resistência usou na investida carros-bomba, morteiros e lança-granadas.
Já na capital, a explosão de uma viatura armadilhada junto a um estabelecimento comercial frequentado por membros das forças de segurança iraquiana matou sete polícias e deixou outros 20 feridos, e em Bassorá, no Sul, os ocupantes deram conta da morte de um outro polícia, metralhado quando passava na rua.
Aos combates de anteontem somam-se os ocorridos desde o final da semana passada, quando os EUA afirmaram que a resistência estaria a diminuir de intensidade.
Ainda em Bagdad, a troca de tiros entre rebeldes e autoridades começou na madrugada de segunda-feira e estendeu-se durante todo o dia em vários bairros da capital.
Durante o fim-de-semana, na província de al-Anbar, dois soldados da infantaria norte-americana morreram e mais de 20 ficaram feridos depois de uma dura batalha com elementos da resistência.
Dados oficiais indicam que, só no mês de Abril, a média de soldados mortos em serviço no Iraque ascende a quase três por dia. O último balanço das baixas era de 2372 mortos desde o início da guerra, e os feridos e amputados ultrapassam os 17 mil.
Resistência afegã desperta
Noutra frente de guerra, o Afeganistão, os últimos meses registaram igualmente um aumento dos combates entre tropas ocupantes e grupos armados, quase sempre apontados como «milicianos talibans».
Nas províncias de Kandahar, Kunar, Helmand e Uruzgan, o número de baixas, de Janeiro a Abril, ultrapassa as quatro centenas, entre soldados, resistentes e civis apanhados na troca de tiros ou durante os bombardeamentos com mísseis e artilharia pesada.
O crescimento dos combates é de tal forma evidente que, desde quarta-feira da semana passada, o exército norte-americano lançou uma operação chamada «leão da montanha», abrangendo as regiões Sul e Este do Afeganistão.
Entretanto, o número de vítimas e feridos resultantes das acções repressivas contra a população local não param de aumentar. Só no sábado, em Kunar, um ataque norte-americano roubou a vida a sete pessoas.
Em Khost, dois incidentes ilustram a realidade vivida pelos afegãos. Soldados dos EUA abriram fogo sobre uma família de seis pessoas que viajava atrás de uma caravana militar. Todos ficaram feridos, incluindo as três mulheres e as duas crianças, uma das quais nascida horas antes. Na mesma província, um homem e um menino de cinco anos foram também feridos porque não pararam num posto de controle.