Ingleses mais à direita
O desencanto com a política de Tony Blair e o descrédito dos partidos tradicionais (Trabalhista e Conservador) está a levar os ingleses para a direita, revela uma sondagem efectuada pelo Centro de Reformas Joseph Rowentree e divulgada esta semana pelo diário The Guardian.
Segundo o estudo, uma boa parte do eleitorado (25 por cento) manifesta agora a sua preferência pelo ultra direitista Partido Nacional Britânico (BNP), que lançou há dias o seu manifesto.
O BNP advoga a defesa, a nível local, «da liberdade, da segurança, da identidade e da democracia»; afirma-se como um partido que põe «os britânicos em primeiro lugar»; explora o sentimento anti muçulmano criado com os atentados de Julho de 2005 em Londres; e capitaliza simpatias no eleitorado que aceitou mal as manifestações da comunidade islâmica contra a publicação das caricaturas de Maomé na imprensa ocidental.
Embora os responsáveis pelo estudo de opinião considerem que a preferência pelo BNP não traduz ainda uma intenção de voto consolidada, assinalam que a classe trabalhadora sente que os seus interesses são ignorados pelos dois grandes partidos e aconselham trabalhistas e conservadores a ouvirem mais os problemas dos eleitores.
O conselho está a ser levado a sério pela ministra do Emprego, Margaret Hodge, que alertou para o facto de no distrito de Barking, a ocidente de Londres, onde foi eleita deputada, «oito em cada 10 famílias brancas trabalhadoras» terem admitido que poderiam votar no BNP. De referir que com apenas cinco por centos dos votos o BNP poderia obter 70 lugares em Barking.
O BNP advoga a defesa, a nível local, «da liberdade, da segurança, da identidade e da democracia»; afirma-se como um partido que põe «os britânicos em primeiro lugar»; explora o sentimento anti muçulmano criado com os atentados de Julho de 2005 em Londres; e capitaliza simpatias no eleitorado que aceitou mal as manifestações da comunidade islâmica contra a publicação das caricaturas de Maomé na imprensa ocidental.
Embora os responsáveis pelo estudo de opinião considerem que a preferência pelo BNP não traduz ainda uma intenção de voto consolidada, assinalam que a classe trabalhadora sente que os seus interesses são ignorados pelos dois grandes partidos e aconselham trabalhistas e conservadores a ouvirem mais os problemas dos eleitores.
O conselho está a ser levado a sério pela ministra do Emprego, Margaret Hodge, que alertou para o facto de no distrito de Barking, a ocidente de Londres, onde foi eleita deputada, «oito em cada 10 famílias brancas trabalhadoras» terem admitido que poderiam votar no BNP. De referir que com apenas cinco por centos dos votos o BNP poderia obter 70 lugares em Barking.